Crescimento Exponencial na Educação em Tempo Integral
O Paraná consolidou sua presença no cenário nacional ao registrar um crescimento significativo na oferta de Educação em Tempo Integral. Entre 2022 e 2024, o estado experimentou um impressionante aumento de 128% nas matrículas, o que equivale a 55,1 mil novas vagas. Esse dado foi revelado no 1º Relatório de Monitoramento do Programa Escola em Tempo Integral, publicado pelo Ministério da Educação em 2025. Apenas o Pará, com um crescimento de 190%, e o Piauí, com 136%, superaram o Paraná nesse período.
Quando analisamos a média nacional, o avanço da Educação em Tempo Integral no Paraná se torna ainda mais evidente. O Brasil, em geral, viu um aumento de 18,3% nas matrículas nas redes estaduais que atendem aos critérios para serem consideradas de tempo integral, saltando de 2.169.259 para 2.567.900 matrículas entre os Censos Escolares de 2022 e 2024.
Expansão e Acompanhamento Escolar
Desde 2019, o número de escolas estaduais que oferecem Educação em Tempo Integral no Paraná disparou de 73 para 412 em 2025, atendendo atualmente cerca de 98 mil estudantes. A projeção é que este número chegue a 486 unidades até 2026. Essa modalidade escolar proporciona uma permanência de até nove horas diárias para os alunos, quase quatro horas a mais do que o tempo regular, incluindo cinco refeições, acompanhamento pedagógico e diversas atividades culturais, esportivas e tecnológicas. O Programa Paraná Integral foi transformado em uma política pública permanente, institucionalizada pela legislação.
Resultados Visíveis no IDEB
A importância desse investimento na educação se reflete nos resultados obtidos. O Paraná subiu da 7ª para a 1ª posição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), alcançando a liderança tanto em 2021 quanto em 2023. O desempenho foi especialmente destacado nas escolas de tempo integral. No ensino médio, essas instituições registraram um crescimento de 18% na nota média do Ideb, o maior do Brasil entre 2021 e 2023. Nos anos finais do ensino fundamental, 65,6% das escolas integrais aumentaram suas notas, com uma variação média de 14,3%, superando as notas das demais escolas por quase 12 pontos porcentuais.
Foco na Formação e Segurança dos Estudantes
O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, ressaltou que a decisão de investir na educação em tempo integral foi estratégica e se transformou em uma política de estado. “Não se trata apenas de aumentar o tempo na escola, mas de proporcionar aos alunos a chance de aprofundar seus conhecimentos, reduzir defasagens e acessar atividades complementares que impactarão positivamente seus resultados acadêmicos. Essa é uma verdadeira transformação na educação básica do Paraná”, afirmou Miranda.
Com um investimento de R$ 10 milhões do governo estadual, uma nova escola em Cascavel foi inaugurada após uma completa reconstrução.
Crescimento Sustentável e Planejado
A expansão do Programa Paraná Integral é meticulosamente planejada e envolve toda a estrutura da rede estadual, considerando fatores pedagógicos, capacidade física das escolas, logística de transporte e diálogo com a comunidade escolar. Há estudos em andamento que se estendem até 2029, identificando escolas que podem ampliar seu espaço para a implementação do ensino integral. “Atualmente, temos a melhor frequência na rede e os melhores resultados nas avaliações externas, que geram o Ideb, além das avaliações internas”, declarou Marytta Rennó, coordenadora do Programa Paraná Integral.
Integração Curricular e Vocação Local
Na prática, os estudantes têm mais tempo para explorar conteúdos nas áreas de matemática, linguagens, ciências humanas e ciências naturais, com um planejamento integrado entre as disciplinas. A coordenadora do programa enfatizou a importância de garantir que o planejamento do professor, em parceria com os pedagogos e professores coordenadores de área, promova uma integração entre os componentes curriculares, incentivando o engajamento, a investigação e a curiosidade dos alunos. “Nosso objetivo é respeitar a realidade de cada território e conectar o currículo às vocações locais das comunidades, como agricultura, indústria e mecânica, aproximando a escola da vivência dos alunos”, finalizou a coordenadora.
