Como a Folia Promove o Crescimento Econômico
O Carnaval de Belo Horizonte se firmou como um dos maiores eventos de rua do Brasil e, em 2026, promete impulsionar ainda mais a economia local. De acordo com um levantamento realizado pela Fecomércio MG, 91,4% dos foliões têm planos de passar o Carnaval na capital, destacando o perfil urbano da festa e seu impacto direto no comércio, serviços e turismo.
A pesquisa revela que a maioria do público é composta por moradores de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. No entanto, um dado interessante é que cerca de 25% dos participantes vêm de outras cidades mineiras, de diferentes estados e até do exterior. Entre esses visitantes, 79,2% planejam ficar na cidade por até uma semana, preferindo se hospedar em hotéis ou usar o Airbnb.
Consumo em Alimentação e Bebidas Durante a Folia
A programação gratuita se destaca como o principal atrativo da folia. Os blocos de rua, ensaios abertos e eventos sem cobrança de ingresso são as opções mais frequentadas, o que gera uma maior circulação de pessoas e oportunidades para ambulantes, bares, restaurantes e food trucks.
Quando se trata de alimentação, os foliões manifestam preferência por bares e restaurantes, bem como por food trucks e ambulantes. No que diz respeito às bebidas, a água e a cerveja lideram as escolhas, seguidas de destilados e energéticos. A maior parte das compras de bebidas deve ser realizada com ambulantes ou através de produtos que os foliões levam de casa, reforçando a dinâmica de rua que caracteriza o Carnaval de Belo Horizonte.
Fantasias: Criatividade e Baixo Custo
O estudo também revela um Carnaval cada vez mais autoral, com mais de 35% dos foliões planejando confeccionar suas próprias fantasias. Outros 27,6% pretendem reutilizar peças que já têm. Apenas 16,1% afirmam que irão comprar fantasias prontas. Quando a compra é necessária, o consumo se concentra no comércio popular, especialmente em lojas de acessórios e armarinhos, onde a variedade de produtos e os preços acessíveis são aspectos fundamentais para a decisão de compra. Embora a influência das redes sociais na escolha de fantasias seja notável, fatores práticos como custo e localização ainda se sobressaem.
Previsão de Gastos Durante o Carnaval
Apesar da forte presença de eventos gratuitos, a expectativa é que o Carnaval tenha um impacto financeiro significativo. Quatro em cada dez foliões planejam gastar mais de R$ 400 com alimentação, bebidas e fantasias durante o período festivo. Os meios de pagamento mais utilizados devem ser cartão de crédito, débito e Pix, evidenciando a crescente digitalização das transações comerciais durante a festa.
Redes Sociais como Fonte de Informação
Na busca por informações sobre a programação do Carnaval, Instagram e WhatsApp se destacam como as plataformas mais utilizadas, seguidas pelo site oficial do evento em Belo Horizonte. Essa preferência por canais digitais demonstra a importância das redes sociais na organização da experiência do público e na divulgação de serviços e atividades durante a folia.
Carnaval: Um Evento Estratégico para a Economia
Os dados revelam que o Carnaval de Belo Horizonte transcende a ideia de apenas uma festividade, transformando-se em um evento estratégico para a economia da cidade. Ele não apenas estimula o turismo urbano, mas também mantém os moradores na capital e distribui renda ao longo de toda a cadeia de comércio e serviços.
