Custo de Condomínios em Belo Horizonte
A taxa média de condomínio em Belo Horizonte registrou um aumento de 17% em janeiro de 2024, comparando-se ao mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento posiciona a capital mineira como a terceira maior variação entre as oito cidades analisadas em um estudo realizado pela Loft. O valor médio mensal de R$ 752 coloca Belo Horizonte como a quarta cidade com os maiores custos de condomínio no Brasil.
As cidades que lideram esse aumento são Curitiba e São Paulo, que apresentaram variações de 25% e 22%, respectivamente. Quando falamos de valores absolutos, o preço médio de condomínio em Belo Horizonte é superado apenas por três capitais: Rio de Janeiro, com R$ 948, São Paulo, a R$ 928, e Florianópolis, com R$ 754.
Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, ressalta que o condomínio se tornou uma despesa fixa que impacta significativamente o orçamento das famílias. Além disso, ele reflete a estrutura dos edifícios e o perfil dos imóveis. “Em Belo Horizonte, a pressão sobre os preços é mais intensa em áreas que possuem apartamentos maiores e uma infraestrutura de serviços mais completa”, explica Takahashi.
Variações Significativas em Bairros
O levantamento também identificou que as variações mais expressivas nos custos de condomínio estão concentradas em bairros onde, inicialmente, os preços eram mais baixos, muitas vezes fora das áreas nobres. O bairro Santa Amélia, localizado na região da Pampulha, destacou-se com uma impressionante variação de 100% no período analisado. Logo atrás, estão os bairros Ouro Preto, também na Pampulha, com 80%, e Nova Suíssa, na região Oeste, com 55% de aumento.
Além disso, bairros valorizados como Belvedere (28%), São Pedro (27%), Sion (25%), Anchieta (20%) e Lourdes (19%), todos situados na região Centro-Sul, também apresentaram crescimentos significativos. Isso evidencia que o aumento das taxas de condomínio em BH não é restrito a uma única área, mas se espalha por diferentes regiões e tipos de imóveis.
Takahashi também comenta que, em locais onde os valores eram mais baixos inicialmente, até pequenas mudanças na composição das ofertas, como a inclusão de novos prédios ou condomínios com infraestrutura aprimorada, podem resultar em um aumento rápido do preço médio.
Maiores Taxas de Condomínio na Capital
O estudo da Loft revela que os condomínios mais caros de Belo Horizonte estão predominantemente na região Centro-Sul, conhecida por abrigar imóveis de alto padrão. Os oito bairros com as maiores taxas de condomínio estão todos localizados nessa área.
Esses bairros se caracterizam por apresentarem tíquetes médios elevados, imóveis de maior metragem e condomínios que oferecem mais serviços e áreas comuns, refletindo, assim, custos mensais mais altos. “No Belvedere, por exemplo, o valor do condomínio alto está associado a imóveis com tíquete médio de R$ 3,7 milhões e área média acima de 300 m², o que naturalmente aumenta os custos de manutenção”, detalha Takahashi.
No total, 12 bairros têm taxas de condomínio que superam a média da cidade. O ranking é liderado pelo Belvedere, com uma taxa média de R$ 2,3 mil em janeiro, seguido pelo bairro Funcionários, com R$ 1,2 mil. Lourdes e Savassi também se destacam, ambas apresentando taxas de R$ 1,1 mil.
Ao observar essas variações, fica evidente que o cenário dos condomínios em Belo Horizonte está em constante transformação, refletindo a dinâmica do mercado e as mudanças nas preferências dos moradores.
