Jovem Denuncia Abuso em Clínica de BH
Um caso chocante veio à tona em Belo Horizonte, onde um médico é suspeito de abusar sexualmente de uma jovem durante um atendimento. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima buscou ajuda médica devido a dores no abdômen e, inicialmente, foi submetida a um exame abdominal rotineiro.
Contudo, o que se seguiu foi alarmante. O médico decidiu realizar um ultrassom transvaginal, um procedimento não solicitado no pedido médico. A jovem descreve que o exame foi feito com um aparelho coberto por preservativo, mas logo após, o médico teria cometido o ato de abuso, mesmo com ela se levantando rapidamente da maca. Segundo relatos, o profissional ainda teria tentado agarrá-la pela cintura, abaixado suas calças e feito propostas de cunho sexual.
Após a situação, a jovem se sentiu intimidada e saiu do consultório, sendo orientada pelo médico a deixar a porta aberta. Tomando coragem, ela acionou a Polícia Militar em busca de ajuda. Logo em seguida, foi encaminhada ao Hospital Municipal Odilon Behrens para atendimento médico, e posteriormente levada à Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, onde o caso está sendo investigado.
O g1 tentou contato com a Polícia Civil para obter informações sobre o depoimento do médico e se ele havia sido preso, mas até o momento da última atualização, não houve retorno.
Acusações e Defesa do Médico
Em resposta às acusações, a Polícia Militar foi à clínica onde o médico se defendeu, negando todas as alegações. Ele afirmou que a paciente chegou sem um encaminhamento oficial, relatando apenas dores e que o ultrassom abdominal realizado não apresentou alterações significativas.
O médico afirmou ainda que, diante da queixa da jovem, ele perguntou se ela aceitaria um exame complementar, o ultrassom transvaginal. Segundo suas palavras, a paciente foi devidamente informada sobre o procedimento e, de acordo com ele, este também não revelou anormalidades. O profissional mencionou que, após o exame, a jovem permaneceu na sala de consulta sem demonstrar qualquer desconforto imediato e pediu uma pomada para dor, mas foi informada que o medicamento não estava disponível.
Na defesa, o médico ainda alegou que não possui registros das imagens do exame transvaginal, uma vez que este não constava no pedido inicial. O advogado do médico estava presente durante toda a abordagem, reforçando a posição de defesa.
A situação levanta importantes questões sobre a ética no atendimento médico e o direito das pacientes, e a investigação continua em andamento para esclarecer todos os detalhes desse caso que gerou grande repercussão.
