Queda de Crimes Durante o Carnaval
Durante o Carnaval de 2026, Belo Horizonte (BH) se destacou por não registrar nenhuma ocorrência de estupro e feminicídio, segundo dados do Observatório de Segurança Pública. O balanço, que considera o período entre 0h de sábado (14) e 23h59 de terça-feira (17), revela uma diminuição de 70% em crimes como roubo, furto, homicídio e violência sexual em comparação ao ano anterior.
Os dados mostram que, no estado, os roubos de celulares caíram 55,7%, passando de 88 casos em 2025 para apenas 39 em 2026. Na capital, a redução foi ainda mais expressiva, com uma queda de 71,4%, caindo de 63 casos para 18. Essa diminuição é parte de um esforço maior para garantir a segurança durante a folia.
Redução de Homicídios e Crimes Contra Mulheres
O homicídio, um dos principais indicadores de violência, também apresentou uma baixa significativa, com uma diminuição de 48,3% em Minas Gerais, reduzindo de 29 para 15 casos. Em BH, houve uma queda de 50% nos registros, de quatro ocorrências em 2025 para duas em 2026.
O governo estadual destacou, em especial, a redução dos crimes contra mulheres. Em Belo Horizonte, os registros de estupro de vulnerável e feminicídio não aconteceram em 2026. No mesmo período do ano anterior, houve sete casos de estupro de vulnerável e um feminicídio. Em Minas Gerais, a diminuição nos casos de estupro de vulnerável foi de 41,7%, caindo de 48 para 28, enquanto o feminicídio teve uma redução de 25%, passando de quatro para três ocorrências.
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Aumento nas Denúncias e Medidas de Prevenção
Apesar da redução em BH, os casos de importunação sexual apresentaram um aumento de 33,3% em Minas Gerais, subindo de 42 para 56. Em Belo Horizonte, esse tipo de ocorrência diminuiu 25%, passando de 12 para nove. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública atribui esse aumento à maior facilidade para registrar denúncias, impulsionada por campanhas de conscientização e pela criação de novos canais de acolhimento.
Uma das iniciativas mais notáveis deste ano foi a implementação da Cabine Rosa, uma estrutura montada pela Polícia Militar no Copom, destinada ao atendimento de mulheres vítimas de importunação sexual e assédio. Na estreia, foram realizados 145 atendimentos, resultando em 29 prisões por importunação sexual.
Atuação da Polícia Militar e Ações Preventivas
No carnaval, a Polícia Militar mobilizou todo o seu efetivo nas ruas e utilizou tecnologia avançada, como drones com reconhecimento facial, Postos de Observação Elevada (POE), Sistema Hélios para leitura de placas e aeronaves de apoio. Essas ações resultaram na prisão de 3.797 pessoas no estado, sendo 3.300 em flagrante.
Além disso, 48 celulares foram recuperados e 173 armas e drogas foram apreendidas, incluindo cerca de 11.500 pinos de cocaína, 9.890 pedras de crack e 9.200 buchas de maconha em todo o estado. O resultado demonstra o compromisso das autoridades em proporcionar um carnaval seguro para todos.
Ações da Secretaria de Desenvolvimento Social
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social também promoveu ações preventivas através do programa Acolhe Minas. Durante o carnaval, foram distribuídos mais de 212 mil materiais informativos em 73 municípios, além da capacitação de 400 pessoas em 25 cidades, visando aumentar a conscientização sobre segurança e direitos.
O Corpo de Bombeiros também teve um papel ativo, atendendo a 2.259 ocorrências durante o carnaval. Desses, 866 atendimentos foram relacionados às festividades, representando uma diminuição de 26% em relação a 2025, quando ocorrências totalizaram 1.174. Essa queda reflete o esforço conjunto de diversas instituições que trabalharam para garantir a segurança e o bem-estar da população durante um dos períodos mais aguardados do ano.
