Três Novos Hospitais se Juntam ao Programa
A partir de hoje, 25 de outubro, novos horizontes se abrem para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte. O Ministério da Saúde, em um importante passo para a saúde pública, formalizou a adesão de três hospitais privados da capital mineira ao programa ‘Agora Tem Especialistas’. Os hospitais da Baleia, Sofia Feldman e da Associação Mário Penna prometem oferecer aos usuários do SUS um acréscimo significativo de 16,3 mil cirurgias e procedimentos ambulatoriais por ano. Esse avanço representa um investimento estimado de R$ 14,4 milhões em atendimentos, focando especialmente nas áreas de oncologia, ginecologia e ortopedia, consideradas referências no estado.
Com a inclusão destes hospitais filantrópicos, Minas Gerais agora possui um total de 14 instituições privadas que atuam em parceria com a rede pública. O programa já conta com R$ 53,6 milhões contratualizados para realizar 23,1 mil atendimentos especializados, o que reforça o compromisso do governo com a saúde da população mineira.
Benefícios do Programa para a População
A diretora-adjunta do programa ‘Agora Tem Especialistas’, Ana Luísa Guimarães, enfatizou a importância da inclusão desses hospitais na rede de atendimento. “A entrada desses hospitais representa um reforço importante para o cumprimento do principal objetivo do programa: reduzir o tempo de espera para a população que depende da rede pública de saúde. A atuação da rede privada é complementar e amplifica a oferta de consultas, exames e cirurgias de média e alta complexidade”, destacou Ana Luísa.
Como parte da parceria, os hospitais privados e filantrópicos que aderem ao ‘Agora Tem Especialistas’ recebem créditos financeiros, que podem ser utilizados para saldar tributos federais, criando assim um ciclo de benefício mútuo. Atualmente, o programa já conta com 51 hospitais privados contratados em todo o Brasil, com um montante superior a R$ 220 milhões já destinado a esse fim.
Como Funciona o Atendimento
Para que os pacientes do SUS possam receber atendimento nos novos hospitais do programa, é essencial que sejam agendados e encaminhados pelas secretarias de saúde municipais ou estaduais, conforme as diretrizes de suas centrais de regulação. Essa organização é vital para garantir um fluxo adequado e eficiente de atendimento.
O hospital Sofia Feldman se destaca ao oferecer anualmente 13,1 mil cirurgias nas áreas de cardiologia, ginecologia, oncologia e cirurgia geral, além de 100 Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) na área de oncologia, totalizando um investimento de R$ 10,5 milhões. O Hospital da Baleia, por sua vez, focará na realização de 180 cirurgias ortopédicas por ano, resultando em um total de R$ 2,7 milhões em atendimentos ao SUS. Já o Instituto Mário Penna se compromete a realizar 2,8 mil procedimentos nas áreas de cardiologia e oncologia, com um custo de R$ 1,2 milhão.
Expansão do Programa em Minas Gerais
O programa ‘Agora Tem Especialistas’ já conta com a participação da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma) e das Santa Casas de Belo Horizonte, Poços de Caldas e Araxá, entre outras. Os 14 hospitais privados e filantrópicos que fazem parte do programa estão localizados não apenas na capital, mas também em municípios como Divinópolis, Guanhães, João Monlevade e Viçosa. Essa abrangência visa atender à demanda crescente por serviços de saúde em diversas localidades.
Com 23,1 mil atendimentos previstos, o programa contempla uma variedade de procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais, especialmente nas áreas de oncologia e oftalmologia, que enfrentam alta demanda. Além dos contratos já firmados, há outras 11 propostas em análise, o que poderá expandir ainda mais a capacidade de atendimento em Minas Gerais.
Ações para Reduzir Tempo de Espera
O ‘Agora Tem Especialistas’ é uma estratégia do governo federal para mobilizar a infraestrutura de saúde do país, tanto pública quanto privada. Além de converter dívidas em atendimentos, o programa promove diversas iniciativas, como carretas de saúde, que levam especialidades como ginecologia e oftalmologia a áreas remotas, mutirões de cirurgias e exames, e ampliação dos turnos de atendimento. Essas ações visam reduzir a demanda reprimida e melhorar a oferta de serviços nas áreas críticas de saúde como oftalmologia, ortopedia, oncologia, cardiologia, ginecologia e otorrinolaringologia.
