Mortes em Unidade Prisional de Belo Horizonte
Em uma série de eventos trágicos, três detentos faleceram em um intervalo de dois dias na unidade prisional em Belo Horizonte, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O primeiro caso ocorreu na manhã de quinta-feira (26), quando Douglas Menezes Alcântara, de 39 anos, foi atendido por policiais penais após relatar dores intensas no corpo, resultado de agressões sofridas por outros internos.
Douglas foi imediatamente levado ao setor de saúde do Ceresp, onde recebeu medicação. A Sejusp mencionou que ele seria transferido para um hospital da rede pública, no entanto, durante os preparativos para a escolta, o detento perdeu os sentidos e colapsou. Apesar dos esforços para reanimá-lo, ele não sobreviveu. Vale ressaltar que Douglas havia entrado na unidade no dia 17 de fevereiro.
Problemas de Saúde Entre Detentos
No mesmo dia, à tarde, outra fatalidade foi registrada. Eder Bruno Pereira, de 42 anos, que estava sob acompanhamento médico desde sua chegada ao Ceresp, em 9 de fevereiro, apresentou um quadro de mal-estar enquanto estava na cela. Os policiais penais e a equipe de saúde foram chamados, mas ao chegarem ao local, Eder já estava desmaiado e sem sinais vitais. A Sejusp informou que o detento não apresentava marcas de agressão no corpo, levantando preocupações sobre a saúde dos internos.
A morte de Eder, assim como a de Douglas, acendeu debates sobre a qualidade do atendimento médico dentro do sistema prisional. Especialistas em saúde pública têm enfatizado a necessidade de melhorias significativas nas condições de saúde dos detentos, uma vez que a falta de assistência adequada pode resultar em tragédias como essa.
Último Caso Aterrador
O terceiro caso foi registrado na noite de sexta-feira (28), envolvendo Fábio Júnior Martins Santos, de 26 anos. Quando os policiais penais chegaram à cela, encontraram Fábio já caído no chão, sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe também confirmou a morte do jovem detento.
A Sejusp emitiu uma nota oficial informando que as três mortes estão sendo objeto de uma investigação administrativa pela direção da unidade prisional. Além disso, as apurações criminais estão sendo realizadas pela Polícia Civil, que busca entender as circunstâncias que levaram a essas tragédias.
Esses incidentes levantam questões críticas sobre a administração do sistema prisional em Minas Gerais, e a necessidade urgente de um olhar mais atento para as condições de saúde dos detentos. Com uma população carcerária já sob estresse, a falta de recursos e a sobrecarga dos profissionais de saúde podem ser fatores que contribuem para essas situações lamentáveis.
À medida que a investigação avança, espera-se que medidas sejam adotadas para prevenir novas fatalidades e garantir que os direitos dos detentos sejam respeitados, especialmente em relação à saúde e ao bem-estar.
