Reivindicações e Impactos da Greve dos Educadores
Os profissionais da educação do estado de Minas Gerais iniciaram uma greve a partir desta quarta-feira, dia 4. A decisão foi deliberada na última quinta-feira, 26, durante uma assembleia realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Os membros do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) exigem um reajuste salarial de 41,83%, além do fim das políticas que, segundo eles, atacam a escola pública.
O reajuste reivindicado pela categoria é fundamentado nas perdas salariais acumuladas entre 2019 e 2025, abrangendo também a aplicação do aumento previsto na Portaria nº 82 do Ministério da Educação (MEC), datada de 30 de janeiro de 2026. Essa norma estabelece um novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.
Além do aumento salarial, os educadores levantam uma série de outras questões que consideram essenciais. Na Campanha Salarial Educacional 2026, o Sind-UTE/MG defende medidas voltadas para a valorização da categoria, abrangendo aspectos tanto econômicos quanto educacionais.
Em um comunicado oficial, a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, afirmou que a greve é uma forma de resistência na luta por melhores salários e condições de trabalho. “A partir do dia 4 de março, as escolas estaduais estarão fechadas. Professores e funcionários da educação pública estarão em greve por tempo indeterminado. Essa ação é imprescindível diante da grave defasagem salarial que reduziu nossos vencimentos em quase 42% ao longo dos últimos 8 anos”, destacou Romano.
A coordenadora ainda enfatizou que, de acordo com a legislação, todos os trabalhadores da educação têm direito ao reajuste anual definido pelo MEC. “Entretanto, em Minas Gerais, esse direito vem sendo ignorado de maneira sistemática, resultando em perdas salariais que comprometem não apenas a dignidade dos profissionais, mas também a qualidade da educação que é ofertada aos estudantes”, declarou.
Denise Romano também chamou a atenção para outros problemas enfrentados pela categoria: “Além do calote no reajuste dos salários, enfrentamos um aumento da carga de trabalho, redução de direitos e condições cada vez mais precárias para o exercício da nossa profissão”, finalizou, confirmando a insatisfação generalizada entre os trabalhadores da educação.
