Sete Casos Confirmados de Mpox em MG
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a confirmação de sete casos de mpox no estado desde o início deste ano. Os dois últimos registros foram identificados na sexta-feira, 27 de fevereiro.
Segundo a secretaria, todos os pacientes conseguiram se recuperar da doença. A capital mineira, Belo Horizonte, notificou cinco casos, com confirmações nos dias 7 e 29 de janeiro e 24 de fevereiro, além dos dois últimos ocorridos no dia 27. Em Contagem, a SES-MG confirmou um caso em 29 de janeiro, enquanto Formiga registrou um caso em 24 de fevereiro. Todos os pacientes afetados são do sexo masculino e têm idades entre 30 e 45 anos. Até o momento, a pasta não divulgou quantos casos estão sob investigação e aguardam resultados de exames.
De acordo com dados atuais do Ministério da Saúde, o Brasil registra 88 casos confirmados de mpox. Somente em São Paulo, foram contabilizados 63 diagnósticos, enquanto o Rio de Janeiro confirmou 15 casos.
Sintomas e Recomendações para Procurar Atendimento
A SES-MG destaca que os principais sinais e sintomas da mpox incluem lesões cutâneas, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dores de cabeça, dores corporais, calafrios e fraqueza. Ao apresentar esses sintomas, a recomendação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e informar sobre eventuais contatos com casos suspeitos ou confirmados.
A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio do contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Para prevenir a contaminação, é fundamental evitar contatos próximos com pessoas que apresentem suspeitas ou confirmação da doença. Durante a assistência a esses pacientes, o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, se faz necessário.
Isolamento e Cuidados Necessários
Indivíduos com suspeita ou confirmação de mpox devem seguir recomendações de isolamento até o final do período de transmissibilidade e evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A higiene das mãos deve ser rigorosamente mantida, utilizando água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento para a mpox é centrado no suporte clínico, focando no alívio dos sintomas e na prevenção de possíveis complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada, e não existem, até o momento, medicamentos específicos para a doença. A vacinação é priorizada para grupos de maior risco de evolução grave, como pessoas que vivem com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células/mm³ nos últimos seis meses. A vacina também é recomendada para profissionais de laboratório que trabalham com nível de biossegurança 2 e para indivíduos que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
