Crescimento do Crédito em Minas Gerais
Minas Gerais registrou um aumento de 9,4% no volume de crédito em 2025, de acordo com informações da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC). Este crescimento se aproxima do que foi observado em todo o Brasil, que alcançou 10,2% no mesmo período, com dados disponibilizados pelo Banco Central. Para 2026, a ANBC não anunciou um percentual específico, mas indicou que a expectativa é de continuidade na expansão da oferta de crédito, alinhada ao dinamismo econômico do Estado.
“Minas tem fundamentos sólidos para essa expansão, como um mercado de trabalho robusto e a geração de renda, fatores que devem sustentar a demanda por crédito em diversos segmentos da economia”, afirma Elias Sfeir, presidente da ANBC.
Setores em Alta e Expectativas para 2026
Segundo Sfeir, o agronegócio e a indústria deverão continuar sendo os principais motores da demanda por financiamento em Minas ao longo de 2026. Projetos voltados para modernização, aumento de produtividade e ampliação da capacidade produtiva são esperados para receber atenção especial por parte dos investidores.
Além disso, os setores de comércio e serviços também desempenham um papel crucial, sendo impulsionados pelo consumo das famílias e pela dinâmica econômica das áreas metropolitanas. “A movimentação econômica nestas regiões é fundamental para a manutenção do fluxo de crédito”, complementa o executivo.
Ambiente Produtivo e Oportunidades de Crédito
De acordo com Sfeir, Minas Gerais apresenta um ecossistema produtivo diversificado, que abrange desde a agricultura até cadeias industriais, logística e serviços. Esse cenário, segundo ele, gera oportunidades para que o crédito funcione como um suporte aos investimentos, inovações e ao crescimento das empresas. “Quando bem utilizado, o crédito pode fortalecer o ambiente de negócios, aumentar a geração de renda e impulsionar o desenvolvimento econômico regional”, assegura.
A Educação Financeira como Ponto Chave
Embora o acesso ao crédito esteja crescendo em Minas Gerais, dados recentes mostram que 46% dos consumidores mineiros têm registros de inadimplência. Em Belo Horizonte, por exemplo, a taxa de endividamento das famílias atinge 89%, um dado que reflete a tendência observada em outros grandes centros urbanos. Este panorama levanta preocupações sobre a sustentabilidade da expansão do crédito.
Nesse contexto, Elias Sfeir destaca a importância de garantir que o aumento no acesso ao crédito seja acompanhado por uma educação financeira de qualidade. “O consumidor precisa entender sua própria situação financeira. Ferramentas como o Cadastro Positivo são importantes, pois ampliam a base de informações sobre o comportamento financeiro de pessoas e empresas, permitindo decisões de crédito mais informadas e ajudando a construir um ambiente mais sustentável para todos os envolvidos”, conclui.
