Greve afeta serviços de saúde em Minas Gerais
Mais de 30 cirurgias eletivas foram adiadas em diversas unidades de saúde em Minas Gerais, em decorrência da greve dos funcionários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O movimento, que teve início na última terça-feira (17), resultou no cancelamento de 31 procedimentos até o momento, sendo 23 deles no Hospital João XXIII e oito no Complexo de Especialidades, que inclui os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti.
De acordo com informações da Fhemig, nas outras unidades, a adesão à greve foi pontual, o que não comprometeu a continuidade dos atendimentos assistenciais. É importante destacar que as cirurgias de urgência e emergência estão sendo realizadas normalmente, garantindo que os pacientes que necessitam de cuidados imediatos não sejam prejudicados.
Os pacientes cujas cirurgias foram adiadas estão sendo monitorados por equipes assistenciais. Estas equipes estão realizando reavaliações clínicas e reorganizando as agendas, priorizando os casos mais urgentes. “A Fhemig acompanha a situação de forma contínua e adota as providências necessárias para assegurar o funcionamento regular dos serviços hospitalares, reafirmando seu compromisso com a qualidade da assistência prestada à população usuária do SUS”, destacou um comunicado oficial da instituição.
Trabalhadores da Fhemig reivindicam melhores condições
Desde o início da greve, os trabalhadores da Fhemig têm reivindicado melhores condições salariais e de trabalho. O movimento grevista abrange toda a rede da fundação, com as unidades mais impactadas sendo o Hospital Pronto Socorro João XXIII, a Maternidade Odete Valadares, o Hospital Infantil João Paulo II, além dos hospitais Alberto Cavalcanti, Júlia Kubitschek, Eduardo De Menezes e o Instituto Raul Soares, que atua na área psiquiátrica.
A Fhemig possui mais de 13 mil profissionais e administra 15 unidades assistenciais em Belo Horizonte, na Região Metropolitana e em várias cidades do interior de Minas Gerais. O alcance da greve traz à tona a necessidade de diálogo entre a administração da fundação e os trabalhadores, em busca de soluções que garantam tanto a melhoria das condições de trabalho quanto a continuidade do serviço de saúde à população.
Em meio a este cenário, a expectativa é que as negociações avancem, possibilitando a normalização dos serviços e a retomada das cirurgias eletivas, além de atender às demandas dos funcionários que lutam por condições mais dignas de trabalho. A situação permanece acompanhada de perto por órgãos de saúde locais, que buscam garantir que a assistência à população não seja comprometida.
