Transição de Governo em Minas: Presenças e Ausências Marcantes
A cerimônia de posse de Mateus Simões (PSD), que substituiu Romeu Zema (Novo) no Governo de Minas, foi o centro das atenções no último domingo (22) em Belo Horizonte. O evento contou com duas etapas significativas: a assinatura da posse na Assembleia Legislativa e a transmissão de cargo no Palácio da Liberdade. Enquanto a plateia era composta majoritariamente por aliados políticos, notaram-se ausências importantes, como a do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), além de outros possíveis concorrentes nas eleições de outubro.
A base governista mostrou força ao comparecer em peso na Assembleia. No total, 42 parlamentares estiveram presentes, com Lohanna França (PV) e Betinho Pinto Coelho (PV) sendo os únicos nomes da oposição. O evento também contou com a presença de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que tem sido uma figura central nas articulações políticas desde que Simões ingressou no partido no final do ano passado. Kassab busca consolidar estratégias para garantir que Simões se reconduza ao cargo nas próximas eleições.
Além de Kassab, outros nomes de destaque estavam na plateia, incluindo Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral do estado, ambos figuras influentes nos bastidores políticos. Contudo, as ausências também chamaram a atenção. A de Nikolas Ferreira, que frequentemente esteve ao lado de Simões em diversas agendas, levanta especulações sobre a formação de uma possível aliança com o PL nas próximas eleições.
Contrapondo essa ausência, o presidente do PL em Minas, Domingos Sávio, foi uma presença constante nos eventos de posse e transmissão de cargo, demonstrando uma ligação com o novo governador. A ausência dos prefeitos das três maiores cidades da Grande Belo Horizonte — Álvaro Damião (União Brasil), de Belo Horizonte; Marília Campos (PT), de Contagem; e Heron Guimarães (União Brasil), de Betim — destaca um descontentamento político que pode influenciar as alianças futuras. Luís Eduardo Falcão (Republicanos), presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito de Patos de Minas, também não compareceu, o que é significativo, considerando a tensão anterior entre ele e Simões.
Outro nome relevante que não esteve presente foi o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que, embora tenha sido um aliado da gestão Zema, agora se posiciona como possível adversário de Simões na corrida pelo governo. A ausência de Gleidson Azevedo (Novo), prefeito de Divinópolis e irmão de Cleitinho, ressalta ainda mais as divisões dentro do cenário político mineiro.
As movimentações nos bastidores e as relações entre os políticos de Minas se tornam cada vez mais complexas, especialmente à medida que se aproxima o período eleitoral. A lista de deputados estaduais presentes na cerimônia destaca a força da base de apoio de Simões, mas também revela a fragilidade de alianças que podem impactar o futuro político do estado.
