Uma Mostra que Transcende Limites Artísticos
Com a curadoria de José Augusto Ribeiro, a coletiva na Casa de Cultura do Parque reúne um time de artistas talentosos, entre eles Darks Miranda, Flávia Metzler, Ivan Cardoso e Yuli Yamagata. Nascidos em diferentes locais e contextos, esses criadores têm em comum uma proposta que reflete sobre a produção artística contemporânea, marcada por elementos imaginativos e ambíguos.
A exposição não se limita apenas a pinturas e esculturas, mas também abarca filmes que proporcionam experiências de saturação visual e contrassenso. Por meio de obras que desafiam a realidade, a mostra convida o espectador a adentrar um universo onde a irregularidade e a monstruosidade se transformam em estratégias para a insubordinação. “O foco é investigar como a mescla de terror e comicidade gera resultados que questionam as normas vigentes, além de desenvolver linguagens que estendem os limites entre gêneros e expressões artísticas”, explica o curador.
Um dos destaques é o trabalho de Ivan Cardoso, conhecido como o ‘mestre do terrir’ — um termo que ele mesmo criou na década de 1970. Seus filmes são uma verdadeira colagem de referências que vão da tropicália ao cinema expressionista alemão, passando por influências de Hélio Oiticica, Zé do Caixão e do cinema marginal brasileiro. Cada obra resulta em uma linguagem única, que promove diálogos intensos e, muitas vezes, sem um sentido fixo, desafiando a compreensão convencional dos enredos.
Assim, a coletiva não apenas apresenta obras, mas também provoca reflexões sobre a complexidade da produção contemporânea. Ao unir o horror ao humor, os artistas convidam o público a uma experiência sensorial que transita entre o absurdo e o reflexivo, uma verdadeira imersão em um universo onde as convenções são questionadas e onde os limites entre a arte e a vida se tornam cada vez mais fluidos.
