Novo Comando em Busca de Estabilidade
Artur Jorge assume o cargo de técnico do Cruzeiro, trazendo novas esperanças para a equipe. O português, que chegou à Toca da Raposa II, ocupa a vaga deixada por Tite e se torna o décimo treinador a assumir o time desde a transição para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), iniciada em 2022. Essa mudança representa uma nova expectativa para o clube, que ainda enfrenta dificuldades para implantar um projeto esportivo que garanta estabilidade e continuidade.
Após a saída de Leonardo Jardim, que deixou o Cruzeiro em direção ao Flamengo no início deste mês, a busca por um técnico que possa implementar um projeto de longo prazo se intensifica. Jardim teve um desempenho notável durante sua passagem, levando a equipe à terceira colocação na Série A do Campeonato Brasileiro e às semifinais da Copa do Brasil, embora não tenha conquistado títulos. Com um aproveitamento de 58% em 55 jogos, sua estadia de 10 meses no clube foi uma das mais produtivas, superando a média de permanência dos últimos treinadores.
O desafio que Artur Jorge enfrenta, portanto, vai além de apenas comandar a equipe; é necessário que ele estabeleça um vínculo duradouro com o clube. Com um contrato até o final de 2027, o técnico participou de conversas que abordaram um projeto de longo prazo, o que, segundo Pedro Junio, representa uma oportunidade de crescimento e consolidação no futebol brasileiro.
“Apresentamos a ele um projeto sólido, que proporciona a estrutura necessária para desenvolver o melhor futebol”, ressaltou Pedro Junio em uma declaração feita em 19 de março.
Histórico de Trocas no Comando Técnico
A gestão do ex-jogador Ronaldo Fenômeno, iniciada em janeiro de 2022 e encerrada em abril de 2024, contou com a passagem de seis treinadores. Atualmente, Pedro Lourenço, que está à frente do clube há 23 meses, se aproxima da média do antecessor. No total, considerando ambas as gestões, a média de troca de técnicos no Cruzeiro é de aproximadamente cinco meses.
Os técnicos que comandaram o Cruzeiro na era SAF incluem:
- Paulo Pezzolano (2022/2023): 439 dias, 63 jogos, 34 vitórias, 13 empates, 16 derrotas, 94 gols marcados, 55 gols sofridos.
- Pepa (2023): 162 dias, 25 jogos, 7 vitórias, 8 empates, 10 derrotas, 23 gols marcados, 23 gols sofridos.
- Zé Ricardo (2023): 68 dias, 10 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 5 derrotas, 9 gols feitos, 8 gols sofridos.
- Paulo Autuori (2023): 47 dias, 6 jogos, 2 vitórias, 4 empates, 6 derrotas, 6 gols marcados, 4 gols sofridos.
- Nico Larcamón (2024): 98 dias, 14 jogos, 7 vitórias, 4 empates, 3 derrotas, 21 gols marcados, 13 gols sofridos.
- Fernando Seabra (2024): 167 dias, 35 jogos, 17 vitórias, 8 empates, 10 derrotas, 51 gols marcados, 36 gols sofridos.
- Fernando Diniz (2024/2025): 125 dias, 18 jogos, 4 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 15 gols marcados, 21 gols sofridos.
- Leonardo Jardim (2025): 314 dias, 55 jogos, 26 vitórias, 18 empates, 11 derrotas, 76 gols marcados, 44 gols sofridos.
- Tite (2026): 90 dias, 17 jogos, 8 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 25 gols marcados, 22 gols sofridos.
Esse levantamento não inclui as passagens interinas de Fernando Seabra em 2023 e Wesley Carvalho em 2025 e 2026, o que ressalta a instabilidade vivida pelo clube nos últimos anos.
