Medida Emergencial em Belo Horizonte
A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou que, a partir desta sexta-feira (10/4), irá decretar situação de emergência em saúde pública devido ao alarmante aumento de casos de doenças respiratórias na capital mineira. O governo municipal antecipa que o número de diagnósticos deve crescer substancialmente nas próximas semanas, o que pode levar à superlotação nas unidades de saúde. A cidade de Contagem, na Região Metropolitana, já havia decretado emergência semelhante e reforçou leitos na última terça-feira.
O secretário municipal de saúde, Miguel Paulo Duarte Neto, esclarece que essa decisão é uma medida preventiva para facilitar a implementação de novas leis e ações no setor de saúde, além de permitir a contratação de mais profissionais. “A demanda tem aumentado constantemente. Por enquanto, estamos em um nível aceitável. Essa ação visa evitar uma sobrecarga nos serviços de saúde ou, pelo menos, amenizar essa situação”, explica.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, houve um aumento de 87% nas buscas por atendimento relacionado a doenças respiratórias entre fevereiro e março de 2024. Esse número abrange atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros de Saúde, somando 49.574 atendimentos no último mês. O prefeito Álvaro Damião, do União Brasil, enfatizou a relevância da vacinação em coletiva de imprensa. O imunizante contra a gripe já está disponível para toda a população e, para reforçar a imunização, neste sábado (11/4), será realizado o Dia D de Vacinação. As aplicações ocorrerão das 8h às 17h em 153 centros de saúde, incluindo o Serviço de Atenção à Saúde do Viajante e o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, além de postos extras com horários variados.
Contexto da Emergência na Grande BH
Belo Horizonte se torna a segunda cidade da região metropolitana a decretar situação de emergência por doenças respiratórias, seguindo a Prefeitura de Contagem, que tomou medida similar na terça-feira (7/4). A relação entre o crescimento de casos foi antecipada por O TEMPO na última quarta-feira (1º/4), quando foi informada uma média de 70 casos diários de doenças respiratórias em Minas Gerais.
Os grupos mais vulneráveis são os idosos acima de 65 anos e crianças menores de 2 anos. Para atender a essa demanda crescente, o governo estadual anunciou a abertura de sete novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 19 de enfermaria no Hospital Infantil João Paulo II. A unidade observou um aumento significativo nos atendimentos, passando de 2 mil casos em fevereiro para quase 5 mil no mês seguinte.
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, reitera que a vacinação é a principal estratégia para prevenir casos graves e reduzir internações. Minas Gerais já recebeu as primeiras doses da vacina contra a influenza e iniciou uma campanha focada em grupos prioritários, como crianças entre 6 meses e 6 anos, idosos e gestantes. A expectativa é que a vacinação ajude a conter a propagação das doenças e a proteger os mais vulneráveis da população.
