Iniciativa para Fortalecer a Economia Local
No dia 10 de abril, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) anunciou um acordo inovador para facilitar o acesso a crédito sem juros a comerciantes de Ubá, que foram severamente prejudicados pelas recentes enchentes. A medida é parte de um esforço maior para revitalizar a economia do município, que já contabiliza prejuízos superiores a R$ 2,5 bilhões. O novo Fundo de Crédito Solidário, denominado Abrace Ubá, destina-se a apoiar os negócios que precisam ser reabertos e a garantir a manutenção de empregos na região, fortemente impactada pelas chuvas de fevereiro último.
O protocolo de criação do fundo foi assinado por várias autoridades, incluindo o procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho; a presidente do Serviço Social Autônomo Servas, Christiana Renault de Almeida; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB/MG), Gustavo Chalfun; e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ubá (Aciubá), Elias R. Coelho. O objetivo central é proporcionar uma ação coordenada e eficaz para a recuperação econômica de Ubá.
Recursos Destinados à Recuperação
O procurador-geral Paulo de Tarso Morais Filho enfatizou a importância dessa ação, afirmando que “este momento reafirma o nosso papel como agentes de transformação social”. Ele ainda destacou que a atuação do Ministério Público vai além da fiscalização da lei, envolvendo também a busca por soluções práticas para os problemas enfrentados pela sociedade. O MPMG já alocou quase R$ 2 milhões para ações de auxílio às vítimas das enchentes em Ubá e Juiz de Fora, dos quais R$ 1 milhão será destinado ao novo fundo.
A Aciubá, entidade encarregada da gestão do fundo, informa que aproximadamente 80% do comércio local foi afetado pelas enchentes, resultando em sérios danos aos empreendedores. Dos 1.670 negócios impactados, muitos enfrentam dificuldades extremas para retornar às atividades. O Fundo Abrace Ubá oferecerá empréstimos sem juros, com prazos de pagamento que podem chegar a 48 meses. Esse modelo visa não apenas ajudar a reativar o comércio, mas também garantir um fluxo contínuo de apoio à economia local através da reinversão dos valores devolvidos em novas ações sociais.
Um Olhar Para o Futuro
Christiana Renault de Almeida, presidente do Servas, ressaltou que os recursos já estão sendo direcionados às áreas afetadas, beneficiando tanto os comerciantes quanto as famílias impactadas. “Esse acordo vai permitir socorrer os comerciantes de Ubá e ampliar o apoio à população atingida”, afirmou. Ela destacou que as medidas incluem um empréstimo praticamente a fundo perdido para os comerciantes e a possibilidade de atuar em outras frentes de ajuda à população.
O acordo terá validade de cinco anos e une diferentes instituições públicas e entidades da sociedade civil, com o intuito de proporcionar uma resposta eficaz aos efeitos devastadores das enchentes. A expectativa é que essa iniciativa não apenas ajude a recuperar a economia local, mas também proporcione as condições necessárias para que os empreendedores possam retomar suas atividades.
Elias R. Coelho, líder da Aciubá, enfatizou a urgência de ações rápidas, afirmando: “Precisamos de recurso para reerguer o comércio. Temos bastante cesta básica, mas precisamos de recurso financeiro para ressuscitar o comerciante, já que o impacto foi de mais de R$ 2,5 bilhões.” A reunião para a assinatura do acordo foi realizada em formato híbrido e contou com a presença de várias autoridades e promotores de Justiça de Ubá.
