Declarações de Trump Sobre Cuba
Na última segunda-feira (13/04), durante uma coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez afirmações provocativas sobre Cuba, insinuando a possibilidade de um ataque ao país socialista assim que o conflito com o Irã chegar ao fim. “Poderíamos invadir Cuba depois que terminarmos isso (guerra contra o Irã)”, declarou o mandatário, que acredita que tal ação agradaria a muitos cubanos-americanos, a maioria de seus eleitores.
Trump criticou a gestão cubana, referindo-se ao regime dos irmãos Castro, Fidel e Raúl, como uma administração “terrível” e chamando Cuba de um “Estado falido”. No entanto, ele omitiu mencionar o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962, que é um fator significativo para os desafios enfrentados pela economia cubana ao longo das décadas.
Cuba em Preparação para Possíveis Ações Americanas
Em resposta às ameaças, o diplomata cubano José Cabañas Rodríguez, que foi embaixador de Cuba nos EUA entre 2015 e 2020, concedeu uma entrevista à Agência Brasil ressaltando que o país está se preparando para a possibilidade de uma invasão. “Os que precisam analisar a iminência ou não da invasão fazem seu trabalho, estudamos constantemente o movimento das forças militares. Sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, afirmou Cabañas, atual diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (CIPI).
Ele também destacou que um ataque dos EUA é uma possibilidade para a qual Cuba tem se preparado ao longo de sua história. Para ele, a unidade do povo é essencial para enfrentar essa situação.
Díaz-Canel Se Manifesta
No domingo anterior (12/04), em entrevista ao canal NBC News, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel expressou sua disposição em defender a nação até a morte, caso um ataque militar dos Estados Unidos se concretize. Questionado sobre seus temores em relação a possíveis sequestros ou assassinatos, como os de Nicolás Maduro e Ali Khamenei, o líder cubano afirmou que “o povo requer dos líderes a convicção de estarem dispostos a dar a vida pela Revolução”.
“Nós nos defenderemos, e se isso significar morrer, morreremos. Nosso hino nacional diz que ‘morrer pela pátria é viver’. Não tenho medo, estou preparado para dar a minha vida pela Revolução”, enfatizou Díaz-Canel, reafirmando a determinação de Cuba em manter sua soberania diante de possíveis ameaças.
