Grandes Confrontos da Libertadores
Cruzeiro e Boca Juniors se reencontram nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), no Mineirão, para o embate da 3ª rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores. Este duelo, repleto de história, inclui momentos icônicos, como a presença de Ronaldo Fenômeno. O ge faz uma viagem no tempo para relembrar esses confrontos.
Esta será a quinta vez que os dois times se enfrentam no torneio. No total, já ocorreram 16 partidas entre eles, que também incluem jogos válidos pela Sul-Americana, Supercopa da Libertadores e Supercopa Masters. No confronto histórico, o Boca Juniors leva a melhor: foram sete vitórias, contra cinco do Cruzeiro, além de quatro empates. Na Libertadores, o Boca se destaca ainda mais, com quatro triunfos, três do Cruzeiro e dois empates.
Porém, dentro do Mineirão, a situação muda um pouco. O Cruzeiro possui uma vantagem ao jogar em casa, tendo vencido quatro vezes, enquanto os argentinos conquistaram apenas uma vitória em Belo Horizonte.
Final Épica de 1977
O primeiro encontro decisivo entre as equipes ocorreu em 1977, na final da Libertadores, que foi decidida em três partidas. Na época, o regulamento estipulava um jogo extra em campo neutro se cada time ganhasse uma partida.
A final começou com uma vitória do Boca Juniors por 1 a 0 na Bombonera. No jogo de volta, no Mineirão, o Cruzeiro igualou o placar, forçando a disputa do terceiro jogo em Montevidéu, no Estádio Centenário. O empate em 0 a 0 no tempo normal levou a decisão para os pênaltis, onde os argentinos venceram por 5 a 4, frustrando o Cruzeiro em sua busca pelo bicampeonato consecutivo e fazendo história ao ser a primeira final decidida nos pênaltis na Libertadores.
Momentos Marcantes: O Gol de Placa de Ronaldo
Em 1994, durante a fase de grupos da Libertadores, o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil de 1993, foi colocado no Grupo B, ao lado de Boca, Palmeiras e Vélez Sarsfield — que acabaria levando o título naquele ano.
O primeiro duelo entre as equipes aconteceu na Bombonera, e o Cruzeiro fez história ao vencer por 2 a 1, resultado raro para quem joga no mítico estádio argentino. Os gols foram anotados por Paulo Roberto e Roberto Gaúcho, enquanto Acosta descontou para os donos da casa. Não obstante, o grande destaque ficou por conta de Ronaldo Fenômeno, que, em 6 de abril de 1994, marcou um gol memorável, ao driblar três marcadores e o goleiro Navarro Montoya antes de balançar as redes. Esse gol não apenas garantiu a vitória, mas também classificou o Cruzeiro para as oitavas de final.
Supercopa e Eliminação de 2018
Embora não tenham se enfrentado na final da Supercopa de 1996, Cruzeiro e Boca Juniors se cruzaram na fase de grupos. O primeiro jogo, na Bombonera, terminou em 0 a 0, e a partida de volta, também empatada em 0 a 0, foi para os pênaltis, onde o Cruzeiro se destacou, vencendo por 7 a 6. Aquela edição do torneio levou o time celeste à final, mas a conquista escapou, com o Vélez Sarsfield levantando o troféu.
Em 2018, as duas equipes se encontraram nas quartas de final da Libertadores. O jogo de ida, na Bombonera, foi dominado pelo Boca, que venceu por 2 a 0, em uma partida marcada por uma polêmica expulsão de Dedé, que acabou sendo cancelada após revisão na Conmebol. No jogo de volta, o zagueiro estava em campo, e o Cruzeiro chegou a marcar com Sassá, mas não conseguiu reverter o resultado. O Boca Juniors se classificou ao final do agregado por 3 a 1.
Redenção no Mineirão
No recém-concluído torneio da Sul-Americana em 2024, os dois times se enfrentaram novamente. Em Belo Horizonte, o Cruzeiro começou a partida com um jogador a mais devido à expulsão de Advíncula logo no início. Aproveitando a oportunidade, o time celeste marcou dois gols com Matheus Henrique e Walace. Mesmo com o empate de Milton Giménez nos minutos finais da primeira etapa, o Cruzeiro se destacou nas penalidades, garantindo a classificação com um 5 a 4, que os levou às quartas de final. Porém, a Raposa acabou ficando com a segunda colocação, perdendo para o Racing por 3 a 1 na final.
Esses capítulos da rivalidade entre Cruzeiro e Boca Juniors não apenas mostram a intensidade e a paixão do futebol sul-americano, mas também destacam como cada confronto carrega sua própria história e emoção.
