Aumento dos casos de SRAG no Brasil
A mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgada na quinta-feira (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que o crescimento dos casos de síndrome respiratória Aguda Grave (SRAG) está relacionado ao aumento sazonal do vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR). O boletim destaca que esse acréscimo nas notificações era esperado para este período do ano, com uma intensificação prevista para meados de maio. No entanto, a circulação antecipada do vírus da influenza A em 2026, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, já tem feito alguns estados dessas áreas apresentarem uma leve recuperação nos números de casos confirmados.
Enquanto isso, a situação permanece crítica na Região Sul, bem como em estados do Norte, como Acre, Rondônia e Roraima, além de áreas do Sudeste, como São Paulo e Espírito Santo, e em Alagoas, que continuam a registrar um aumento nos casos de SRAG associados à influenza A.
VSR em Aumento
Leia também: SES-GO Intensifica Ações para Aumentar Cobertura Vacinal em Anápolis
Fonte: reportersorocaba.com.br
Leia também: Exportações do Agronegócio Brasileiro Batem Recorde de US$ 169 Bilhões em 2025
Fonte: curitibainforma.com.br
O boletim também alerta sobre o aumento significativo nos casos de SRAG provocados pelo VSR, que é particularmente preocupante para crianças com menos de 2 anos. O crescimento tem sido notado em estados de todas as regiões, incluindo Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Por outro lado, Acre, Goiás, Roraima e Rondônia têm mostrado sinais de queda nos casos de VSR, enquanto Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins estão em um cenário de estabilidade ou oscilações nos números.
Covid-19 e SRAG
Os casos de SRAG associados à Covid-19 têm mostrado uma tendência de aumento apenas nos estados do Ceará e Maranhão. De modo geral, com exceção de Paraná e São Paulo, todas as demais unidades da federação estão em níveis de alerta ou risco elevado para SRAG, e muitas apresentam uma tendência de crescimento a longo prazo. Essa situação é especialmente preocupante em estados como Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Capitais em Alerta
Entre as capitais, 18 estão registrando níveis de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com uma tendência de crescimento. Cidades como Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI) estão nessa lista.
O InfoGripe aponta que, na maioria dessas capitais, o aumento das internações por SRAG está ocorrendo principalmente entre crianças menores de 2 anos. As cidades de Maceió, Palmas e Campo Grande estão em destaque, pois têm observado um crescimento preocupante dos casos entre idosos também.
Prevalência dos Vírus
Nos últimos quatro ciclos epidemiológicos, a distribuição dos vírus identificados entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte: 28,9% correspondem ao vírus da influenza A, 3,7% ao da influenza B, 38% ao VSR, 26,8% ao rinovírus e 3,1% ao Sars-CoV-2, causador da Covid-19.
No que se refere aos óbitos, a presença dos vírus foi identificada da seguinte forma: 49,2% foram causados pela influenza A, 4,3% pela influenza B, 7,8% pelo VSR, 19,5% pelo rinovírus e 14,1% pelo Sars-CoV-2.
O levantamento realizado pelo InfoGripe considera os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até o dia 2 de maio e que são referentes à Semana Epidemiológica (SE) 17. Para mais informações, consulte o boletim completo.
