Retorno e acolhimento dos bombeiros mineiros
A equipe de 31 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (cbmmg), que participou da missão de busca, resgate e ajuda humanitária na Venezuela, desembarcou em Belo Horizonte neste sábado (11/7). Os bombeiros ficaram duas semanas no país caribenho, atingido por uma série de terremotos no final de junho.
O CBMMG enviou inicialmente 13 militares no dia 26 de junho, seguido por uma segunda equipe de 18 bombeiros em 28 de junho. Somando as forças brasileiras, 71 bombeiros foram mobilizados para atuar na Venezuela, com integrantes também dos estados de São Paulo e Paraná.
Após deixarem a Venezuela na sexta-feira (10/7) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), a equipe seguiu para Brasília (DF), de onde embarcaram para São Paulo. A partir dali, os mineiros trocaram de aeronave para retornar a Belo Horizonte. Ao chegarem, foram recepcionados na Academia de Bombeiros Militar, na Pampulha, onde passaram por uma inspeção pós-missão nas instalações da Seção de Assistência à Saúde (SAS).
Cuidados com a saúde da tropa
Durante toda a missão, a saúde dos bombeiros foi monitorada pela rede orgânica da corporação. Isso incluiu acompanhamento médico constante, vacinação atualizada e medidas preventivas específicas para os riscos da região onde atuaram.
Leia também: EUA Destinam Menos de 4% da Receita do Petróleo em Ajuda à Venezuela Após Terremoto
Leia também: Curso de Segurança nas Escolas: Parceria entre Educação e Bombeiros de Minas Gerais
Na chegada, cada integrante passou por uma inspeção médica rigorosa para garantir condições adequadas de saúde, tanto para os militares quanto para seus familiares. Essa avaliação envolve um checklist clínico para identificar a necessidade de acompanhamento, riscos de contaminação ou infecções, e outras condições que demandem atenção antes da liberação.
Além disso, todos os bombeiros receberam encaminhamento para exames laboratoriais que oferecerão uma análise mais detalhada do estado de saúde individual.
O acompanhamento psicológico também faz parte do protocolo do CBMMG. Os militares passarão por atendimento para cuidar da saúde mental, considerando o impacto de enfrentar situações de desastre, perdas humanas e alto estresse durante a missão humanitária. Esse suporte visa garantir uma reintegração segura às atividades e ao convívio familiar.
Leia também: Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e UFJF Revelam Estudo Inovador no SBrT 2025
Leia também: Bombeiros Intensificam Busca por Homem Arremessado no Rio Arrudas Após Briga
Resumo da missão e impactos
A força-tarefa brasileira foi composta por bombeiros especializados em desastres, que atuaram especialmente em busca e salvamento urbano nas regiões de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas a La Guaira. Ao longo de 14 dias, os bombeiros realizaram 90 intervenções, conseguindo localizar e resgatar 23 vítimas dos escombros causados pelos terremotos.
Os tremores deixaram mais de 3,8 mil mortos e uma destruição sem precedentes na Venezuela. Para atuar em estruturas colapsadas, a equipe embarcou com equipamentos específicos, como ferramentas de corte e rompimento, iluminação, materiais para escoramento, sistemas de elevação, detectores de vida e cães farejadores treinados.
Antes de qualquer operação de resgate, os militares avaliaram cuidadosamente as condições das estruturas para evitar riscos de novos desabamentos e garantir a segurança das equipes. A técnica utilizada incluiu escuta ativa, escaneamento com detectores de vida e sísmicos, além da varredura com os cães Logan e Áquila, que atuaram para localizar pessoas vivas ou vítimas. Esses métodos foram aplicados em redundância e triangulação, especialmente a cada troca de turno, para assegurar a precisão das buscas.
