Fechamento de agências afeta bancários e clientes
O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região vem denunciando o aumento significativo do número de agências do Itaú fechadas em Minas Gerais. Na Grande BH, 21 das 42 agências encerradas nos últimos 12 meses pertencem ao banco, situação que preocupa tanto os funcionários quanto os clientes. O fechamento impacta diretamente o dia a dia dos bancários, gerando insegurança no emprego, demissões e a necessidade de realocações, além de exigir que muitos adotem rotinas específicas de transporte para continuar trabalhando.
Ramon Peres, presidente do Sindicato, destacou em entrevista ao jornal O Tempo que os bancários não estão sendo realocados, mas sim demitidos. “A justificativa é que esses profissionais não têm mais perfil para atuar no banco, mesmo aqueles com 10 ou 15 anos de experiência”, afirma. Segundo ele, os mais afetados são os empregados que atuam na área operacional. Muitas agências fechadas são transformadas em escritórios comerciais, sem atendimento humano nos caixas ou autoatendimento, contando apenas com gerentes para negócios.
Impacto na população do interior de Minas
O Sindicato também chama atenção para os efeitos negativos do fechamento de agências no interior do estado. Cidades como Itaú de Minas, que deu nome ao banco, foram afetadas, evidenciando o descaso com clientes que não estão adaptados ao uso exclusivo de canais digitais. Com o fechamento, moradores precisam se deslocar longas distâncias para acessar serviços bancários presenciais, o que representa um retrocesso na qualidade de vida local.
Leia também: Diácono Gabriel inicia missão pastoral em Mato Verde, Norte de Minas
Leia também: Motorista morre carbonizado em grave acidente no trecho mais letal da BR-251 em Minas Gerais
“Quando uma agência fecha em Itaú de Minas, Resplendor ou Matozinhos, o cidadão muitas vezes precisa pegar ônibus e percorrer até 10 km para ser atendido. Em Matozinhos, por exemplo, o cliente precisa se deslocar até Sete Lagoas, a 15 km, ou Pedro Leopoldo, a 10 km”, explica Ramon Peres em entrevista ao jornal O Tempo.
Cenário nacional revela aumento nos fechamentos
De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o fechamento de agências bancárias tem aumentado em todo o Brasil. Entre 2024 e 2025, os cinco maiores bancos do país fecharam 1.345 agências, evidenciando um cenário preocupante de desassistência para trabalhadores e clientes, que enfrentam dificuldades para acessar serviços presenciais essenciais.
Este contexto reforça a necessidade de atenção às consequências desses fechamentos para o setor bancário e para a população mineira, que depende dos serviços presenciais para sua rotina financeira.
