Cobrança de Neymar e ambiente no vestiário
O treinador Cuca falou abertamente sobre a cobrança feita por Neymar a alguns companheiros de equipe durante o empate por 2 a 2 com a Chapecoense. Segundo o técnico, situações desse tipo são comuns em vestiários e fazem parte da dinâmica do grupo. “No vestiário temos um ditado que é sagrado. O que acontece teria que morrer no vestiário, mas aqui não. Começa no vestiário e acaba com vocês no mesmo dia. Daqui a pouco vocês sabem outra aí. Mas é, daqui a pouco. Acontece. Cobrei hoje lá. Nós temos deixado o adversário finalizar tanto, tipo de cobrança também, lógico que sem ofender ninguém. Tem que ter para menino, para velho”, explicou.
Cuca também ressaltou que momentos de destempero acontecem com todos, inclusive dentro de casa, e destacou o caráter do camisa 10: “Tem momento em que se está destemperado, não fala algo na tua casa assim? A tua família não leva a ferro e fogo, mas que você é uma boa pessoa. Como Neymar é, como todas as pessoas aqui são. São coisas que acontecem, nem quero entrar em detalhes, nem estava perto, mas é passado. Temos que fazer do limão uma limonada e nos unir mais um pouco”.
Futuro de Neymar e dinâmica do time
Sobre o futuro do craque no Santos, Cuca reforçou que Neymar está motivado e satisfeito no clube. “Neymar é um cara muito fácil de lidar. Uma boa pessoa. Perguntei isso, perguntei para ele o que era o anseio dele de agora até o fim do ano. Falou que está aqui porque gosta do Santos, de jogar, que é o prazer da vida dele. Ele está bem”, afirmou o treinador.
O técnico explicou que o planejamento prevê que Neymar e outros jogadores entrem em campo por apenas meio tempo em algumas partidas, para preservar a condição física visando compromissos importantes, como as partidas da Copa do Brasil. “Era combinado que eles jogariam meio-tempo. Eles entraram na segunda parte do jogo, iam entrar de qualquer forma, fazia parte do planejamento para estarem em condição boa para sábado e terça-feira”, detalhou.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Análise do desempenho e próximos desafios
Apesar de ter iniciado a partida com uma vantagem de 4 a 1 no placar agregado, o Santos sofreu para manter o resultado. “Começamos o jogo com 4 a 1. Tomamos um gol no finalzinho e aqui. Buscávamos ter um bom rendimento. Quando consegue sequência de bom jogo, para jogar com lanterna do campeonato, tropeço jogando em casa, você perde parte da confiança, o próprio torcedor, a cobrança até diferenciada até razão. Quando se toma um gol, isso dobra o peso”, comentou Cuca sobre a dificuldade emocional da equipe durante a partida.
O treinador destacou ainda a quantidade de chances criadas e os problemas defensivos que preocupam a comissão técnica. “Perdemos muitos gols. Remontamos, fizemos o terceiro, o quarto, o gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi ótimo, 25 finalizações, aproveitamento foi pequeno, o que preocupa o treinador mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. Deixar o adversário finalizar o dobro de vezes do que finalizou lá. Essas coisas que saio com ela na cabeça e hoje vou pensar muito, encontrar o equilíbrio”, frisou.
Preparação para a Copa do Brasil e ajustes táticos
O Santos se prepara agora para os duelos das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Remo, com jogos marcados para os dias 1 e 4 de agosto, na Vila Belmiro e no Mangueirão, respectivamente. Neymar deve estar em campo nas duas partidas, conforme o técnico. “Todo resultado interfere. Estávamos aí por uma vitória no sábado para ter uma sequência de bons jogos e vitórias para dar uma subida na tabela. Não pense que o sábado foi bem dormido, que o domingo foi agradável. Te xingam de tudo se você coloca o pé na areia domingo. Teve trabalho que não teve a vitória. O que é combinado não é caro. Pessoal entende. São planejamentos que a gente tem e vamos cumpri-lo à risca. Conto com ele nos dois jogos”, explicou.
Sobre o meio-campo, Cuca destacou a busca pelo equilíbrio e a adaptação de jogadores à função. “Tenho variado. Tem momentos do Arão, acho como ele tem que sair. O Oliva está se firmando nessa posição. A gente busca esse sincronismo, vamos encontrar, quem sabe aí que a gente encontre o equilíbrio da equipe. Quando joga com quatro atacantes como jogamos hoje no segundo tempo, eles ficam sobrecarregados, você vai ser muito mais ofensivo, não vai ter tudo. Tem que escolher, ou jogo mais fechadinho e jogo menos risco, em contrapartida o adversário terá menos chance de gol”, disse.
Fonte: soupetrolina.com.br
Possibilidades de escalação e estratégias futuras
Cuca comentou ainda sobre a possibilidade de escalar jogadores ofensivos juntos, como Rollheiser, Gabigol e Neymar, reforçando a importância do equilíbrio na equipe. “Podem jogar juntos (Rollheiser, Gabigol e Neymar), vamos trabalhar. Não sei se nesse jogo. Jogaram contra San Lorenzo, jogo pesado, bem jogado, poderíamos ver vencido. São situações para analisarmos, dar o equilíbrio, muito tempo desses 22, 23 jogos. Tivemos equilíbrio na grande maioria dos jogos. Perdemos cinco ou quatro jogadores, recuperamos jogadores que são importantíssimos”, observou.
O treinador destacou que o trabalho segue focado na estabilidade e no ajuste das linhas para reduzir riscos e garantir uma equipe confiável. “O trabalho pode ser bem reconduzido, temos que encontrar esse equilíbrio para ter uma equipe confiável, ajustar as linhas, trabalhar com menos risco, é trabalho do treinador isso tudo. Às vezes não vai contentar o grupo, temos que pensar no time”, explicou.
Em relação aos últimos jogos, Cuca avaliou o desempenho geral do time. “Os quatro jogos, nós fizemos 8 a 3 na UCV, empatamos com a Chape e perdemos do Botafogo. O jogo da Chape que não foi legal, mas muita chance de gol perdida. Se a gente botar o pé na forma e fazer 20% do que criamos, a gente vai vencer os jogos”, concluiu o técnico, mantendo o foco na evolução e nos próximos compromissos do Santos.
