Análise técnica das Linhas 3 e 4 do metrô avança em Minas Gerais
O Governo de Minas Gerais está avaliando a viabilidade das futuras Linhas 3 e 4 do metrô na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), incluindo o trecho entre Contagem e Betim. A discussão ganhou destaque durante a reunião de transição entre as equipes do governo atual, liderado por Mateus Simões (PSD), e do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), realizada na última segunda-feira (26).
Na ocasião, foram abordadas diversas propostas para a mobilidade urbana, com ênfase na integração dos sistemas de transporte da RMBH. O governador Simões indicou a possibilidade de realocar recursos inicialmente previstos para a construção do Rodoanel em um projeto de metrô entre Contagem e Betim, caso uma decisão judicial impeça a execução da obra rodoviária.
O governador destacou que os investimentos do Rodoanel devem permanecer em iniciativas que beneficiem diretamente a região afetada pelo rompimento da barragem em Brumadinho, justificando a preferência pela linha de metrô que atenderia esse território. “Se a Justiça disser que a gente não pode fazer o Rodoanel, eu faria a opção pelo metrô Contagem-Betim, porque esse sim está na região atingida”, afirmou Simões.
Judicialização do Rodoanel impacta decisões de mobilidade
Simões também criticou a demora na tramitação judicial relacionada ao Rodoanel, que permanece parada há mais de 120 dias. Ele orientou a comissão de transição a buscar diálogo com o Judiciário para destravar o processo e possibilitar avanços na infraestrutura da região.
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“Não estou aqui para discutir com o juiz, mas se ele quiser conversar com a comissão de transição, informei que poderiam buscar um caminho para destravar o processo que está parado há mais de 120 dias”, declarou o governador.
Detalhes dos projetos das Linhas 3 e 4
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) informou que os estudos técnicos das Linhas 3 e 4 estão em andamento, por meio de um acordo de cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemge). A Linha 3 deve conectar a região da Lagoinha à Savassi, enquanto a Linha 4 contemplará a ligação entre Contagem e o Terminal Betim, integrando o Trem Metropolitano e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Segundo nota divulgada pela Seinfra em setembro, o BID revisa os estudos existentes para ambas as linhas, com previsão de conclusão até o final de 2026. O acordo técnico, firmado em março, disponibilizou R$ 500 milhões para aprimorar os projetos, definir tecnologias e métodos construtivos, além de elaborar os termos de referência.
O projeto da Linha 3 prevê 4,23 quilômetros de extensão e seis estações, com investimento estimado em R$ 4,8 bilhões. Já a Linha 4 terá 22,6 quilômetros, 18 estações e um terminal, com orçamento previsto de R$ 4,5 bilhões.
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Modernização das linhas existentes e integração regional
Além dos novos projetos, a reunião de transição apresentou avanços na modernização da Linha 1 e nas obras da Linha 2 do metrô na RMBH. Em fevereiro de 2026, foi inaugurada a Estação Novo Eldorado, em Contagem, primeira expansão do sistema em mais de 20 anos, resultado de um investimento de R$ 179 milhões.
A Linha 2 terá 10,5 quilômetros e sete estações, conectando Nova Suíça ao Barreiro, em Belo Horizonte, com operação integral prevista para 2028. O planejamento inclui a aquisição de 24 novas composições, com investimento estimado em R$ 700 milhões pela Seinfra, e revitalização das estações da Linha 1.
Para ampliar a integração entre o metrô e os sistemas de ônibus municipais e metropolitanos, a secretaria iniciou conversas com as prefeituras de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Nova Lima por meio do Pacto pela Mobilidade. O objetivo é reduzir o tempo de deslocamento e aumentar a eficiência do transporte público na região.
