Expansão das Salas de Cirurgia e Seus Benefícios
Em um dia comum, a dona de casa Elisa Fernandes, de 75 anos, nem imaginava que uma simples ida à padaria, no final de setembro, mudaria drasticamente sua rotina. Ao tentar segurar suas cachorrinhas para evitar que saíssem para a rua, ela escorregou na escada e fraturou o ombro direito em três lugares. Após ser atendida em um serviço de urgência na capital, Elisa soube que teria que passar por uma cirurgia. A boa notícia veio rapidamente: a vaga para o procedimento foi autorizada no Hospital Júlia Kubitschek (HJK), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
“Pensei que o processo iria demorar, já que ouvimos tantas histórias sobre a superlotação dos hospitais, mas a vaga saiu muito rápido. Fui transferida para o Júlia e operei no mesmo dia. O atendimento foi excepcional. Tudo ocorreu bem”, conta Elisa, aliviada.
A experiência de Elisa ilustra claramente o impacto positivo da expansão das salas cirúrgicas nos hospitais da Fhemig. Desde a sua inauguração, há cerca de três meses, as novas instalações na capital e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) têm reduzido significativamente o tempo de espera para que pacientes realizem procedimentos eletivos ou urgências.
O Hospital Júlia Kubitschek, por exemplo, agora realiza uma variedade de cirurgias ortopédicas, que incluem procedimentos para quadril, ombro, joelho, cotovelo, mão, além de reconstrução de plexo braquial e intervenções bucomaxilofaciais. Técnicas avançadas, como o método Ilizarov, também estão disponíveis para reconstruções ósseas e alongamentos.
Segundo o cirurgião de mão Matheus Fávero, a ampliação dos serviços cirúrgicos tem um impacto imediato para aqueles que aguardam atendimento. “Na ortopedia, a luta contra o tempo é constante. Tratar uma lesão aguda é diferente de lidar com algo crônico. Ter mais um hospital oferecendo esse tipo de assistência ajuda a aliviar a espera e garante melhores resultados”, afirma.
Aproximando o Cuidado
Assim como Elisa, a dona de casa Larissa Cristina dos Santos, de 25 anos, também sentiu os efeitos da ampliação. Ela foi atendida no Hospital Cristiano Machado (HCM), em Sabará, que reabriu seu bloco cirúrgico e voltou a realizar cirurgias gerais. Larissa lidava, há seis meses, com crises severas devido a cálculos na vesícula. “Quando a dor aparecia, eu precisava deixar minha filha de oito anos com os vizinhos às pressas para ir para a UPA. Era insuportável”, recorda.
A primeira autorização para sua cirurgia veio de um hospital em uma cidade do interior, mas a distância tornava inviável a sua ida. O alívio chegou quando a vaga foi disponibilizada no HCM, próximo a sua casa, facilitando o apoio familiar durante todo o processo. A cirurgia foi realizada no fim de outubro. “No Cristiano Machado, o tratamento foi excelente. Os profissionais são muito educados. Achei que teria que operar longe, mas consegui fazer tudo aqui perto de casa, ao lado da minha família. Isso fez toda a diferença”, destaca Larissa.
