Desordem em Centro Socioeducativo
Na manhã de hoje, por volta das 9h, um tumulto tomou conta de um centro socioeducativo em Minas Gerais. Segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os adolescentes iniciaram uma “ação de subversão à ordem”, causando danos ao ambiente ao chutarem as portas dos alojamentos. A Polícia Militar foi acionada imediatamente e realizou revistas para assegurar a ordem na unidade. Por volta das 14h, a situação foi controlada.
A Sejusp informou que a direção do centro vai registrar um boletim de ocorrência e encaminhá-lo à autoridade policial, além de enviar um relatório detalhado dos acontecimentos para a Justiça. “Os adolescentes poderão sofrer sanções disciplinares, após o término das apurações do ocorrido”, ressaltou a pasta responsável.
Problemas Estruturais Identificados
O Sindicato dos Agentes de Segurança Socioeducativos de Minas Gerais (Sindsisemg) atribuiu a confusão à falta de servidores durante o plantão de Natal, além de apontar a deficiência na estrutura da unidade. De acordo com a entidade, os gestores responsáveis não tomaram as devidas precauções e ignoraram os alertas feitos pelos profissionais que atuam diretamente com os internos.
Embora o Sindsisemg tenha esclarecido que o ocorrido não se configurou como uma rebelião, o episódio expõe de forma clara as condições inadequadas de funcionamento do centro. A entidade destaca que a unidade enfrenta um “grave déficit estrutural”, o que compromete a segurança e o bem-estar dos adolescentes internados.
Condições de Estrutura Precárias
Ainda segundo o sindicato, as condições das instalações do centro socioeducativo estão deterioradas. Apesar disso, a Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase) planejou a ampliação do número de adolescentes no local, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade e a segurança dessas ações.
A TV Globo entrou em contato com a Sejusp em busca de um posicionamento sobre os problemas levantados pelo sindicato, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. A situação no centro socioeducativo permanece em evidência, reforçando a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a adequação das estruturas e a segurança dos jovens que ali residem.
