Legado de uma Ícone
A atriz francesa Brigitte Bardot, que se destacou tanto nas telonas quanto como ativista dos direitos dos animais, faleceu aos 91 anos. O falecimento ocorreu neste domingo em sua residência em Saint-Tropez, no sul da França. A notícia foi divulgada pela Fundação Brigitte Bardot, que expressou profunda tristeza pela perda de sua fundadora e presidente. Em comunicado, a instituição destacou: ‘Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora de renome mundial, decidiu deixar sua carreira brilhante para se dedicar integralmente à defesa dos animais e à sua Fundação’.
Embora as causas da morte não tenham sido reveladas, houve relatos de que a artista havia sido hospitalizada em estado grave em outubro. Bardot nasceu em Paris, em 28 de setembro de 1934, em uma família da alta burguesia. Sua carreira começou aos 15 anos, quando posou para a capa da revista Elle. Em 1952, fez sua estreia no cinema com um pequeno papel em ‘Le trou normand’, mas a verdadeira fama chegou em 1956, com o filme ‘E Deus…criou a mulher’, dirigido por seu então marido, Roger Vadim. A icônica cena no restaurante de Saint-Tropez a catapultou para o status de ícone sexual do cinema europeu.
Um Impacto Duradouro no Cinema e na Música
Bardot deixou sua marca na indústria do entretenimento não apenas por sua beleza, mas também por performances memoráveis, como seu monólogo nu na abertura do filme ‘O desprezo’. Além disso, a artista gravou 24 discos, entre eles o álbum ‘BB’, uma colaboração com Serge Gainsbourg. Após uma carreira cinematográfica de mais de duas décadas e quase 50 filmes, Brigitte optou por se afastar do cinema em 1973, aos 39 anos, para se dedicar à defesa dos direitos dos animais.
A artista tornou-se vegetariana e, em 1986, fundou a Fundação Brigitte Bardot para o Bem-Estar e Proteção dos Animais. Durante sua vida, dedicou-se a combater a crueldade contra os animais, lutando em diversas frentes, desde o combate à caça de focas até a defesa de animais de estimação e a promoção de campanhas contra práticas que considerava cruel.
Uma Vida Pessoal Conturbada
Brigitte Bardot foi casada quatro vezes e teve um filho com o ator Jacques Charrier. Além disso, enfrentou batalhas pessoais significativas, incluindo várias tentativas de suicídio e dois abortos voluntários, um dos quais quase a levou à morte.
O Presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou a morte da atriz por meio de uma postagem na rede social X, onde descreveu Bardot como ‘uma lenda do século’. Ele ressaltou que ‘seus filmes, sua voz, sua glória, a generosa paixão pelos animais e seu rosto – Brigitte Bardot personificava uma vida em liberdade’. O legado da atriz, tanto no cinema quanto na defesa dos direitos dos animais, certamente permanecerá na memória coletiva.
