Capivarã da Lagoa da Pampulha Emociona Visitantes
O calor intenso em Belo Horizonte não impediu que o catamarã Capivarã, na Lagoa da Pampulha, atraísse uma multidão em seu primeiro fim de semana de funcionamento. Neste domingo (28/12), os passeios turísticos gratuitos estavam esgotados, reunindo uma grande quantidade de belo-horizontinos e visitantes de outras cidades e estados.
Carlos Eduardo, de 61 anos, natural do Rio de Janeiro e maranhense de coração, aproveitou uma comemoração familiar em Pedro Leopoldo, na região metropolitana, para visitar Minas Gerais ao lado da esposa, Sônia Cristina, de 29 anos. Mesmo tendo dificuldade para garantir ingressos pelo site Sympla, o casal se inscreveu na lista de espera e conseguiu embarcar. “Foi uma experiência incrível. A visão da Lagoa é completamente diferente por dentro. Já conhecíamos a área externa e agora temos uma nova perspectiva das obras de Oscar Niemeyer”, comentou Carlos.
Matheus Henrique, guia turístico da Desbrava Minas, relatou que a procura pelos passeios foi intensa, resultando em ingressos esgotados para o fim de semana. Muitos visitantes, assim como Carlos e Sônia, conseguiram embarcar em cima da hora, aproveitando vagas de última hora nos passeios.
Entre os turistas, Frederico Bastos, de 45 anos, e Priscila Soares, de 41, também estavam a passeio com a filha, Isabela Reis, de 15 anos. Apesar de terem se mudado para Salvador há dois anos, a família, que é de Belo Horizonte, não perdeu a oportunidade de revisitar a orla da Lagoa, agora acompanhada do novo atrativo. “Adoramos a experiência! É muito legal fazer parte dessa história mineira. A Lagoa tem um significado especial para nós”, disse Isabela, visivelmente emocionada.
Falhas na Disponibilidade de Ingressos
Rafael Devilson, de 41 anos, que veio de Santa Luzia, também se mostrou encantado com o passeio. “O catamarã é super tranquilo. Para quem sente medo de barco, a experiência é bem confortável e segura”, comentou. No entanto, ele lamentou não ter conseguido ingressos suficientes para levar sua esposa, já que se esgotaram rapidamente na plataforma digital. Segundo ele, seria necessário repensar a quantidade de vagas e viagens oferecidas. “Com três viagens e 30 pessoas por vez, milhões de moradores da região estão de fora. É uma oportunidade de ver Belo Horizonte de um jeito diferente, é uma pena que mais pessoas não possam aproveitar”, enfatizou Rafael.
A bela-horizontina Gizelle Ferreira, de 47 anos, que também esteve no passeio com sua mãe, Marta Martins, de 75, reforçou a necessidade de mais vagas. “A oferta atual é muito limitada. Com apenas 30 lugares por viagem, a demanda é visível e todos adorariam essa experiência. O Capivarã proporciona uma nova visão da Pampulha, é maravilhoso e espero que tenha sucesso”, destacou Gizelle.
Ela ainda comentou sobre o impacto positivo que o CAT Veveco tem gerado na orla da Lagoa, atraindo aqueles que praticam atividades físicas ou apenas desejam desfrutar dos monumentos do Conjunto Moderno. “Além dos circuitos de bares e das opções de lazer, ter um passeio de barco perto da água é algo que os mineiros valorizam muito. O Capivarã realmente transforma a experiência à beira da lagoa”, concluiu.
