Um Clássico Mineiro Retorna ao Palco
Quinze anos após fazer história no cenário teatral de Minas Gerais, o renomado musical Os Saltimbancos está de volta ao Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, para uma temporada especial que acontecerá de 15 a 19 de janeiro. A nova montagem, realizada pela Odeon Companhia Teatral e sob a direção de Carlos Gradim, promete resgatar a essência da obra original enquanto aborda temas contemporâneos que ainda ecoam na sociedade atual.
A primeira versão do espetáculo, apresentada em 2011, atraiu mais de 11 mil espectadores e consolidou Minas Gerais no circuito das grandes produções musicais. Agora, com a atuação de 16 atores e 9 músicos, acompanhados por uma orquestra ao vivo, a nova versão de Os Saltimbancos busca emocionar novamente o público, abrangendo todas as faixas etárias com sua estética vibrante e mensagem poderosa.
Atualização dos Temas e Estética Visual
O diretor Carlos Gradim enfatiza a relevância da adaptação, que traz à tona discussões sobre desigualdade social, violência simbólica, opressão e etarismo. “Remontar esse espetáculo é como reavivar a poesia da vida, iluminando questões que são fundamentais para o nosso tempo”, afirma Gradim. A proposta é trazer uma nova perspectiva ao texto original, mantendo sua força poética e adaptando o figurino, coreografias e cenografia para refletir os desafios contemporâneos.
O cenário, projetado pelo próprio Gradim em parceria com Márcio Medina, foi ressignificado, trazendo uma grande cerca que interage com os atores, simbolizando os limites que muitas vezes impedem a união e a liberdade. “Essa metáfora é essencial, pois fala sobre o que nos separa e precisamos superar”, acrescenta o diretor.
Reunião de Talentos e Compromisso com a Arte
Com mais de 40 profissionais envolvidos, incluindo uma equipe técnica altamente qualificada, Os Saltimbancos reafirma o compromisso da Odeon em elevar o nível das produções teatrais em Minas Gerais. Gradim ressalta que a cidade, embora tenha grande potencial, carece de espetáculos musicais com a qualidade e a estrutura que esta montagem oferece. “Em BH, encontramos muitos shows, mas poucos musicais com a profundidade que a orquestra e a direção musical trazem”, destaca.
Os componentes da nova montagem incluem figuras conhecidas do público, como Rose Brant, Regina Souza e Marcelo Veronez, que retornam a seus papéis originais, além de Diego Roberto, que faz sua estreia no elenco como o Jumento. Todos trazem à cena a bagagem de suas experiências, enriquecendo a narrativa com novas camadas e sensibilidades.
Uma Mensagem de Solidariedade e Reflexão
Os Saltimbancos narra a jornada de um grupo de animais que, cansados de serem maltratados, fogem em busca de um sonho: tornar-se artistas. Essa fábula atemporal ressoa com questões de solidariedade, respeito e liberdade, fazendo com que a plateia reflita sobre as desigualdades da sociedade moderna. “O espetáculo fala do coletivo e da necessidade de olhar para o outro, buscando um futuro mais igualitário”, enfatiza Gradim.
A atriz Rose Brant, que interpretou a Gata na versão anterior, relata o desafio de voltar ao papel com uma nova perspectiva, agora com 15 anos a mais. “A arte tem essa capacidade de transformar e refletir nossas realidades. A idade não é uma barreira, mas sim uma oportunidade de trazer mais profundidade à personagem”, explica.
Detalhes da Temporada e Acesso aos Ingressos
Os Saltimbancos será apresentado entre os dias 15 e 19 de janeiro, com sessões nas quintas, sextas e segundas às 19h; aos sábados às 11h e 17h30; e aos domingos às 17h30. O espetáculo acontece no Grande Teatro do Palácio das Artes, localizado na Avenida Afonso Pena, 1537, Funcionários. Os ingressos para a temporada podem ser adquiridos antecipadamente pelo Sinparc por um preço único de R$ 25,00. No dia das apresentações, os valores são de R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada), sujeitos à disponibilidade na bilheteira do teatro.
Essa reestreia de Os Saltimbancos é uma oportunidade imperdível para reviver um clássico que marcou a história do teatro brasileiro, reafirmando a importância da arte como meio de reflexão e transformação social.
