Reflexões sobre a Mensagem do Papa
O convite do Papa Leão XIV para a construção de uma paz desarmada e desarmante ressoa com força, especialmente ao considerarmos as circunstâncias desafiadoras que a humanidade enfrenta. Sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2026 não é apenas um chamado, mas uma convocação à ação. Diante da gravidade de diversas situações, é fundamental acolher esse convite e refletir sobre os alicerces que sustentam uma convivência pacífica. Para se alcançar essa paz, é necessário respeitar princípios éticos consistentes, além de cultivar uma indispensável disciplina espiritual.
A paz que se almeja não pode ser construída apenas sobre motivações políticas superficiais ou ideologias que alimentam divisões e preconceitos. A verdadeira paz, como nos ensinou Jesus, é aquela que se restabelece ao acolher e entender o outro, e sua mensagem, “a paz esteja convosco”, traz consigo um profundo significado de alegria e superação do medo. A luz que Cristo irradia transforma aqueles que a recebem, capacitando-os a serem promotores da paz desarmada e solidária.
Construindo uma Realidade Pacífica
A paz, segundo a visão cristã, é uma expressão divina que se concretiza através de um compromisso com a inclusão, a igualdade e a fraternidade. A fonte dessa paz é Cristo, que, ao vencer a morte, derrubou as barreiras que nos separam. Seus ensinamentos são um guia para todos os que se dedicam a promover a vida em suas múltiplas formas, iluminando a escuridão que ainda persiste em nosso mundo.
À medida que o novo ano se aproxima, é imprescindível que todos os cidadãos, independentemente de suas crenças, se deixem tocar por essa busca pela paz. O Papa Leão XIV nos lembrou que a paz não deve ser vista como um ideal distante, mas como um compromisso diário. Somente assim, poderemos superar a agressividade que se infiltra em nosso cotidiano, seja nas relações pessoais ou no cenário político.
Os Desafios da Paz no Contexto Atual
O atual panorama global apresenta uma corrida armamentista que alimenta a incerteza quanto ao futuro da humanidade. Nesse contexto, a ideia de que a segurança se encontra nas armas se torna uma armadilha perigosa. A batalha pela paz desarmada e desarmante requer um diálogo aberto e construtivo, capaz de promover avanços tecnológicos e um uso responsável da inteligência artificial, evitando que essas ferramentas sejam usadas para fomentar a guerra e o ódio.
Conforme o Papa alerta, a crença de que a segurança pode ser obtida por meio do investimento em armamentos é uma visão que leva à destruição em larga escala. É essencial que a sociedade se mobilize, denunciando interesses que incentivam a compra e a venda de armas, em vez de priorizar a promoção da paz e do diálogo.
A Nova Esperança para o Futuro
Um novo ano civil se aproxima, trazendo a oportunidade de renovação nos propósitos individuais e coletivos. É um momento propício para que cada um de nós se comprometa a ouvir os clamores dos mais necessitados e a se dedicar à construção de uma paz duradoura. Essa paz deve ser inspirada na luz de Cristo, que é reconhecido como o Rei da Paz.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, reforça que a paz desarmada e desarmante não é apenas uma aspiração, mas um objetivo a ser perseguido por todos, independentemente de crença ou ideologia. Cada um tem um papel a desempenhar nessa jornada, que começa dentro de nós e se expande para o mundo. O desafio é imenso, mas a esperança de um futuro pacífico e solidário é o que deve nos guiar.
