Mobilização em Belo Horizonte
A recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro provocaram a convocação de uma jornada nacional de protestos para a próxima segunda-feira, dia 5 de janeiro. Em Belo Horizonte, o ato está agendado para as 16h30 na Praça Sete, com a organização do PT, CUT e diversas entidades sociais. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) destacou a importância da mobilização em suas redes sociais neste sábado (3/1), informando que o movimento será replicado em outras capitais do Brasil.
Correia qualificou os acontecimentos como um “ato de terrorismo” e um “sequestro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, em troca de petróleo e soberania”. Em um vídeo que circulou na internet, o parlamentar defendeu que a reação à ação americana deve ser global, clamando por solidariedade internacional. Ele ainda comparou a postura do ex-presidente Donald Trump à de Adolf Hitler, afirmando: “Se ele não recuar agora, seguirá o mesmo caminho que Hitler após a invasão da Polônia. Não vai querer parar”, disse em vídeo postado em seu Instagram para promover o ato.
Divisão entre Parlamentares Mineiros
O anúncio do deputado Rogério Correia se deu poucas horas depois de manifestações de parlamentares mineiros em suas redes sociais sobre a ação militar. Os integrantes do bloco de oposição ao governo de Romeu Zema (Novo) se posicionaram contrários à atitude dos EUA, considerando-a uma afronta à soberania da Venezuela. Em contrapartida, deputados que fazem parte da base governista celebraram a ação militar, defendendo-a como um passo em direção ao fim da ditadura de Maduro. O líder do PL na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) chegou a afirmar em uma postagem que, após a queda de Maduro, “restaria apenas a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula)”.
Contexto Internacional e Consequências
Na madrugada deste sábado (3/1), o governo Trump lançou uma série de ataques contra a Venezuela, justificando a operação como um combate ao narcoterrorismo. Autoridades dos Estados Unidos alegam que a ação resultou na captura de Maduro e de Cilia, que agora se encontram em Nova York.
Essa intervenção militar provocou um aumento da tensão entre Washington e Caracas, além de reacender os temores de instabilidade na América do Sul. A região, que historicamente busca se afirmar como uma zona de paz, enfrenta o desafio de intervenções militares externas a partir de potências como os Estados Unidos. O cenário se torna ainda mais complexo com a polarização política interna e externa, exigindo uma resposta sólida tanto por parte dos governos da América do Sul quanto da comunidade internacional.
