Tensão nas comunidades aumenta com ataques e execuções violentas
Na última terça-feira (06 de janeiro de 2026), a situação de insegurança no Rio de Janeiro se agravou ainda mais com o sequestro de Pablo Phelipe Tamy, de 22 anos, no bairro Parque Estrela, em Magé. Segundo relatos de familiares, o jovem foi capturado por quatro homens encapuzados e armados.
Informações que circulam nas redes sociais indicam que membros do Comando Vermelho (CV) realizaram um ataque no Complexo do Caju, resultando na morte de dois rivais da facção, associados ao Terceiro Comando Puro (TCP). Os traficantes mortos foram homenageados em diversas comunidades, destacando a escalada da rivalidade entre as facções.
O clima de violência não se limitou ao ataque no Caju. Uma mulher, que não teve seu nome divulgado, perdeu a vida durante um suposto sequestro no bairro 25 de Agosto, em Duque de Caxias. O incidente ocorreu por volta das 14h, quando uma perseguição policial culminou em disparos.
Um desentendimento entre membros do Comando Vermelho em um baile realizado na Favela do Parque União, localizada dentro do Complexo da Maré, também resultou em novos episódios de violência. Este cenário gera preocupação entre os moradores, que temem por sua segurança e a integridade de suas famílias.
Na Zona Norte, a situação em comunidades como Santo Cristo, no Fonseca, se tornou crítica. O traficante Welvison Aureliano Leal, conhecido por controlar as bocas de fumo locais, foi morto em um confronto com a Polícia Militar (PM) na madrugada de sexta-feira (02/01).
Além disso, um crime chocante ocorreu no último fim de semana, quando um cachorro chamado Luke, de apenas dois anos e seis meses, foi morto a tiros em Magé. O caso gerou revolta entre os moradores, que se mostraram indignados com a brutalidade dos atos de violência.
Kaigro Antônio de Souza Rezende, de 25 anos, está foragido do sistema penitenciário desde 30 de dezembro de 2025, após ter recebido aliberdade condicional. As autoridades seguem em alerta, buscando informações sobre o paradeiro de criminosos perigosos que têm causado terror em diversas comunidades.
A Polícia Militar, através do 40º BPM (Campo Grande), foi acionada para atender a ocorrências de disparos em áreas críticas da cidade. Moradores do Fonseca relataram uma madrugada repleta de tiroteios entre quadrilhas rivais, aumentando a sensação de insegurança na região.
Após cerca de duas semanas de intensos ataques atribuídos ao Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro tem intensificado a vigilância nos acessos ao Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio. A escalada da violência tem gerado apreensão entre os moradores e questionamentos sobre a segurança pública na cidade.
Recentemente, os jornais O Globo e Extra publicaram matérias sobre o fortalecimento das facções criminosas no controle do tráfico de drogas nas favelas cariocas. Novas funções estão sendo implementadas para gerir as operações criminosas, intensificando a luta pelo domínio territorial.
O primeiro fim de semana do ano foi marcado por confrontos sangrentos entre os traficantes que atuam nos complexos do Chapadão e da Pedreira, na região de Costa Barros, na Zona Norte, evidenciando a guerra pelo controle do tráfico na cidade.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga a morte de Sidnei da Silva Silveira, de 25 anos, um mototaxista que foi assassinado supostamente por traficantes em Belford Roxo. A violência continua a assolar a região, com relatos de execuções e disputas entre facções.
As redes sociais também revelaram informações sobre a execução de André Luiz de Almeida, conhecido como Nestor do Tuiuti, que, após ser beneficiado pela saída temporária de Natal, não retornou ao sistema prisional. Este caso destaca a fragilidade do sistema de justiça em lidar com a criminalidade organizada.
Outra tragédia ocorreu com o miliciano Rodrigo Barraca, um conhecido líder do bairro Camorim, em Jacarepaguá, que foi assassinado em Cabo Frio no último fim de semana. As autoridades seguem investigando a série de mortes que tem abalado a segurança pública na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A escalada da violência e os constantes confrontos entre facções estão deixando a população em estado de alerta, com a sensação de insegurança crescendo a cada dia nas comunidades afetadas.
