Compromisso com a Saúde em Belo Horizonte
Na última quarta-feira, dia 7, representantes de hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte se reuniram com integrantes da prefeitura para discutir os atrasos nos repasses financeiros. De acordo com a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), a administração municipal se comprometeu a quitar as dívidas acumuladas até fevereiro deste ano.
O montante em atraso é significativo, totalizando aproximadamente R$ 100 milhões, considerando instituições como a Santa Casa, Hospital Sofia Feldman, Hospital São Francisco, Hospital da Baleia, Hospital Mário Penna e o Hospital Universitário Ciências Médicas. Os diretores dessas unidades alertaram que estão operando sob um “risco iminente de colapso financeiro e assistencial”.
Na terça-feira, dia 6, a prefeitura fez um repasse de R$ 25 milhões, seguido por mais R$ 29 milhões na quarta-feira. “Esse valor trouxe um alívio para que as instituições pudessem, ao menos, honrar a folha de pagamento, exceto no caso do Hospital Sofia Feldman, que será acompanhado de perto pelo município para buscarmos uma solução específica”, comentou Kátia Rocha, presidente da Federassantas.
Compromissos de Regularização até Março
Durante a reunião, a presidente da Federassantas ressaltou que o município se comprometeu a regularizar o restante da dívida até o final de fevereiro e a restabelecer um fluxo de pagamentos regulares a partir de março. “É essencial mantermos um canal de diálogo aberto com a prefeitura para que possamos ter previsibilidade nos próximos dias acerca dos repasses financeiros, especialmente em tempos de crise”, afirmou Rocha.
A Prefeitura de Belo Horizonte emitiu uma nota confirmando o acordo para repassar cerca de R$ 115 milhões às instituições nos meses de janeiro e fevereiro. Além disso, a nota esclareceu que aproximadamente R$ 60 milhões já foram enviados nos últimos dias, e outra parte do valor será depositada até o dia 30 de janeiro. O restante deverá ser encaminhado até o final de fevereiro.
Para garantir o suporte financeiro, a Câmara Municipal também destinará cerca de R$ 15 milhões para um repasse exclusivo aos hospitais filantrópicos. Essa medida é vista como um passo importante para aliviar a pressão sobre as instituições e evitar um colapso no sistema de saúde local.
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