Mulher de 43 anos é presa por ligação com o tráfico em Lagoa Santa
Nesta sexta-feira (9), a Polícia Militar de Minas Gerais, através do Tático Móvel da 8ª Companhia Independente, efetuou a prisão de Rosilene Veloso, de 43 anos, no bairro Vale Verde, localizado em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela é acusada de ser a gerente do tráfico da conhecida “Gangue da Rua H”, responsável por ações criminosas no Morro do Papagaio, na capital mineira.
A prisão ocorreu em resposta a um mandado de prisão que já estava em aberto contra Rosilene, que foi condenada anteriormente por associação ao tráfico de drogas. Sua detenção levanta questões sobre o envolvimento de pessoas que operam em setores aparentemente legítimos, como o de estética e beleza, na criminalidade.
Rosilene Veloso é irmã de Leandro Veloso, o conhecido “Leleu”, um figura proeminente no tráfico de drogas em Minas, com várias passagens pela polícia e apontado como líder histórico da gangue. A prisão de Rosilene não apenas destaca a ação policial, mas também exemplifica como o tráfico de drogas se entrelaça com outras atividades comerciais.
A Polícia Civil agora investiga se a clínica de bronzeamento que ela gerenciava em Lagoa Santa poderia ter sido utilizada como um ponto de lavagem de dinheiro, prática comum entre organizações criminosas para ocultar a origem ilícita de seus lucros. O fato de uma clínica de estética estar envolvida em atividades criminosas ressalta a complexidade da situação e a necessidade de um olhar atento sobre negócios que podem servir como fachada para atividades irregulares.
Este caso não é isolado. A crescente relação entre negócios legítimos e o crime organizado tem sido um desafio significativo para as autoridades, que precisam desenvolver estratégias eficazes para desmantelar redes de tráfico. Em Minas Gerais, a atuação da polícia tem sido intensa, buscando não apenas prender os responsáveis, mas também entender as estruturas que sustentam essas organizações.
Além da detenção de Rosilene, a recente movimentação da polícia também inclui ações de limpeza de símbolos de facções em Belo Horizonte, um esforço para desmantelar a presença visível do crime na área. A sociedade aguarda resultados dessas operações, que são essenciais para o fortalecimento da segurança pública.
