Atrações do Festival do Pequi
Belo Horizonte se prepara para receber, nos dias 17 e 18 de janeiro, um dos mais esperados eventos gastronômicos do início do ano: o Festival do Pequi. O evento ocorrerá no Mercado de Origem do Santa Tereza, das 10h às 18h, com entrada franca e em clima familiar. O pequi, ingrediente emblemático da culinária do Cerrado e da gastronomia mineira, será o grande destaque do festival. Conhecido por seu aroma marcante e sabor único, o fruto será apresentado em diversas criações inovadoras, atraindo tanto os amantes do pequi quanto aqueles que o conhecerão pela primeira vez.
Os visitantes terão a oportunidade de degustar uma ampla variedade de pratos e produtos que utilizam o pequi de maneiras diferentes, como o tradicional arroz com pequi, geleias artesanais, licores especiais e doces típicos, além de outras delícias preparadas por expositores selecionados. O Festival do Pequi não se limita a ser um simples evento gastronômico; é, na verdade, um convite para valorizar a cultura alimentar brasileira e promover a interação entre tradição e criatividade. A proposta é proporcionar uma experiência única em um ambiente acolhedor, onde a boa comida, a identidade regional e as vivências sensoriais se encontram.
Mercado de Origem: Um Ponto de Encontro
Além de celebrar o pequi, o festival reforça o Mercado de Origem do Santa Tereza como um espaço ideal para quem busca cultura, sabores autênticos e atividades diferenciadas para o fim de semana em Belo Horizonte. Com um ambiente familiar e acessível, o festival promete atrair um público diversificado, interessado em explorar a riqueza da culinária local e as tradições do Cerrado.
Impacto do Pequi na Bioeconomia Brasileira
Com a perspectiva de 2026, o consumo de pequi no Brasil se reafirma como um elemento estratégico da bioeconomia nacional. O fruto, que antes era apenas um ícone cultural, agora se estabelece como uma oportunidade econômica viável. O avanço da tecnologia e a implementação de políticas públicas específicas têm possibilitado uma transição no setor, do extrativismo tradicional para um cultivo comercial em larga escala.
O pequi é utilizado integralmente, resultando em produtos que atendem desde as mesas brasileiras até os mercados internacionais de luxo. Na gastronomia, além do consumo clássico com arroz e frango, o pequi se transforma em conservas de polpa e caroço, facilitando sua distribuição em regiões onde não é nativo. Variedades como o pequi em pó e a farinha de pequi também têm ganhado popularidade, sendo utilizadas como temperos práticos e funcionais.
Setores que se Beneficiam do Pequi
No campo da cosmética e saúde, o óleo de pequi se destaca em suplementos vitamínicos, cremes regenerativos e produtos para cabelo, aproveitando suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. A produção nacional do fruto é significativa, superando as 74 mil toneladas anuais, além de estar respaldada pela Política Nacional para a Produção de Pequi. Esta política busca recuperar áreas degradadas através do plantio de pequi, transformando pastagens em sistemas agroflorestais produtivos.
Centros de Produção do Pequi no Brasil
A produção do pequi se concentra nas regiões centrais do Brasil, especialmente em três estados: Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Minas Gerais lidera a produção nacional, com destaque para o Norte do estado, onde Montes Claros se posiciona como o principal entreposto comercial e centro de processamento. Goiás, por sua vez, tem se destacado pelo avanço tecnológico no cultivo, além de ser um centro de pesquisa sobre variedades de pequi. Já o Ceará e o Tocantins contribuem de forma significativa, focando em uma exploração sustentável que gera renda para comunidades tradicionais e cooperativas locais.
Em suma, o pequi em 2026 representa a confluência entre a preservação do bioma do Cerrado e o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado. Este ‘ouro do Cerrado’ promete ser uma fonte de riqueza sustentável para o Brasil, unindo tradição e inovação.
