Pressão e Indecisão no Mercado da Bola
A reapresentação do Atlético-MG na Cidade do Galo trouxe à tona uma situação delicada envolvendo Rony, um dos principais nomes do mercado de transferências em 2026. O atacante, visado pelo Santos para a próxima temporada, abordou a questão com uma mistura de cautela e ironia. Questionado sobre sua permanência em Belo Horizonte, ele respondeu: “Não me mandaram embora, estou aí”, mas admitiu estar “meio que no escuro” em relação ao interesse do Peixe. Essa declaração, longe de apaziguar os rumores, apenas confirmou que os bastidores estão agitados. O Galo não descarta a possibilidade de venda, enquanto o Santos, com uma quantia considerável em caixa após a saída de Guilherme, cogita uma negociação que pode atingir até € 5 milhões (aproximadamente R$ 33 milhões), incluindo valores fixos e bônus.
O Santos planeja usar parte dos recursos obtidos com a transferência de Guilherme para o Houston Dynamo, que rendeu cerca de R$ 11 milhões, para viabilizar a chegada de Rony, conhecido como o “Rústico”. Porém, o Atlético-MG está adotando uma postura firme. O clube mineiro fez um investimento significativo para trazer o jogador do Palmeiras e possui contrato com ele até dezembro de 2027. Para a diretoria do Galo, liberar um atleta que foi vice-artilheiro na última temporada, marcando 13 gols, demanda uma compensação financeira robusta, rejeitando a proposta inicial de um empréstimo sem obrigações de compra ou garantias financeiras.
A Necessidade de Negociação
Mais do que uma simples venda, a saída de Rony se torna cada vez mais necessária no cenário atual do Atlético-MG. As falas do jogador refletem um desejo claro de mudança, pois a permanência no clube neste momento não traz benefícios em campo, além de potencialmente criar um clima ruim fora das quatro linhas. O risco de um desempenho abaixo do esperado poderia colocar seu nome na mira da torcida, que não hesitaria em apontar o atacante como responsável por eventuais pontos perdidos no Campeonato Brasileiro.
Adicionalmente, seu elevado salário pode ser utilizado para contratações de atletas com menos renome, mas que podem cumprir funções essenciais, como reforçar a zaga e a lateral. Em resumo, a negociação pode ser vantajosa para ambas as partes, mesmo que o valor final não atenda totalmente às expectativas do Atlético-MG.
Sinalizações e Estratégias na Negociação
A frase de Rony, ao dizer que está “no escuro”, é um indicativo claro de sua situação. No linguajar do futebol, quando um jogador declara desconhecer seu futuro e que não foi dispensado, isso geralmente significa que a diretoria está aberta a propostas. Se o Atlético-MG considerasse Rony inegociável, a narrativa seria de compromisso com o clube e a busca por títulos.
Com isso, o jogador transfere a responsabilidade para as instituições envolvidas na negociação. Ele tem plena consciência de que seu salário impacta significativamente na folha do Galo, que passa por ajustes. Apesar dos gols marcantes que contribuíram para a vitória contra o Sport, sua relação com a torcida é instável, alternando entre elogios e críticas.
Desafios na Fechamento do Acordo
O Santos almeja contar com Rony, e o atleta parece disposto a aceitar o desafio. Contudo, o principal entrave está na forma da negociação. O Santos, buscando manter um equilíbrio financeiro, prefere um empréstimo com divisão de salários ou um pagamento parcelado, ao invés de um investimento alto que pode se tornar um fardo. Enquanto isso, o Atlético-MG exige garantias.
O clube mineiro não quer correr o risco de liberar um ativo valioso, reforçar um adversário histórico e ainda ficar com pendências financeiras. Portanto, a negociação tornou-se um verdadeiro jogo de xadrez, onde o Santos precisa aumentar a oferta ou as garantias para convencer o Galo de que vender Rony agora é mais proveitoso do que mantê-lo, especialmente considerando seu alto custo e possível insatisfação no elenco.
