Um Marco na Preservação Ambiental
Minas Gerais alcançou um importante feito na área de conservação ambiental ao reconhecer a 300ª Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do estado. A nova unidade, que recebeu o nome de RPPN Mundo dos Gigantes, foi oficializada por meio da Portaria IEF nº 83, publicada em dezembro, e está situada no município de Bocaina de Minas, abrangendo uma área de 10 hectares.
Com essa nova adição, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) contabiliza agora 300 reservas particulares em Minas Gerais, que, juntas, protegem aproximadamente 118 mil hectares de áreas naturais. Este número é expressivo e reflete o comprometimento do estado com a preservação de seus recursos naturais.
Além das RPPNs sob a gestão do IEF, há também 99 reservas reconhecidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no território mineiro, cobrindo cerca de 31.586,74 hectares. Portanto, Minas Gerais possui um total de 399 RPPNs, responsáveis pela proteção de cerca de 150 mil hectares. Essa quantidade torna o estado o líder em reservas particulares no Brasil, evidenciando seu papel de destaque na preservação da biodiversidade.
A criação da RPPN número 300 não é apenas um número; trata-se de um avanço significativo na ampliação da cobertura de áreas naturais preservadas em uma região que abriga trechos sensíveis dos biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Essas áreas têm um papel crucial na manutenção da biodiversidade, na proteção dos recursos hídricos e na conectividade entre diferentes ecossistemas.
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são criadas voluntariamente pelos proprietários rurais, que assumem um compromisso socioambiental com a preservação perpétua da área. Além de garantir a conservação do patrimônio natural, essas reservas possibilitam o desenvolvimento de atividades como pesquisa científica, educação ambiental e ecoturismo. Essa combinação de ações contribui para o aumento do conhecimento e para a conscientização da sociedade sobre a importância da proteção ambiental.
Os proprietários que optam por transformar suas terras em RPPNs também têm acesso a uma série de benefícios. Entre eles estão a manutenção da posse da terra, isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) sobre a área protegida, priorização na análise de projetos ambientais e disponibilidade de apoio técnico por parte dos órgãos ambientais. Essas vantagens incentivam mais proprietários a se unirem à causa da conservação.
De acordo com Letícia Horta, diretora de Unidades de Conservação do IEF, as RPPNs têm uma função estratégica na política ambiental do estado. “As RPPNs em Minas Gerais representam um instrumento crucial de política ambiental, pois promovem a conservação voluntária do patrimônio natural, fortalecem a conectividade ecológica e ampliam a proteção da biodiversidade, além de promoverem parcerias entre o poder público e a sociedade na gestão sustentável do território”, destaca.
O reconhecimento da 300ª RPPN simboliza um avanço significativo na construção de uma rede de áreas protegidas que contribui efetivamente para a conservação da biodiversidade em Minas Gerais e para a salvação de espécies e ecossistemas vitais para o Brasil. Este feito ressalta a importância de iniciativas voltadas à proteção ambiental, reforçando a necessidade de um compromisso coletivo em prol da sustentabilidade.
