Juliano Lopes Desmistifica Influência de Marcelo Aro nas Votações da Câmara de BH
O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Juliano Lopes, do Podemos, rejeita a ideia de que o grupo político denominado “Família Aro” exerça um poder de imposição nas decisões do Legislativo da capital. Em uma entrevista exclusiva ao Estado de Minas, Lopes esclareceu que a expressão, que ganhou força nos bastidores da política local, não representa a dinâmica que realmente prevalece dentro do grupo. Ele enfatiza que as decisões são tomadas de forma coletiva, após debates entre os vereadores.
Ao abordar a atuação do secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro, em relação à Câmara, Lopes foi categórico ao afirmar que não há qualquer interferência nos votos. O secretário, segundo ele, possui uma função de liderança, mas não detém o poder de decisão. “Ele organiza, expõe suas opiniões, que são analisadas pelos vereadores. Não há imposição. Tudo é discutido”, afirmou o presidente.
Desafios e Relações no Poder Legislativo
Juliano Lopes também falou sobre seus planos para o futuro da Câmara, destacando a importância de uma relação harmoniosa com a Prefeitura de Belo Horizonte. Em um cenário de desafios, ele menciona a mobilidade e a infraestrutura como questões prioritárias. Sobre a utilização do cargo de prefeito como um trampolim político, Lopes é claro em sua postura: “Não utilizarei a presidência da Câmara para alçar voos maiores”.
Ao ser questionado sobre o Carnaval, Lopes garantiu que não faltará apoio para a festividade, ressaltando a importância da cultura na cidade. Esse compromisso com a cultura é parte de uma abordagem mais ampla que pretende adotar durante sua gestão.
Em relação ao secretário Marcelo Aro, o presidente reconhece sua influência, mas reafirma que não se trata de uma interferência direta nas votações. Lopes considera a relação com Aro marcada por gratidão e um diálogo aberto, distantes da subordinação. “Depois de Deus e das pessoas que me ajudaram, o Marcelo teve um papel fundamental para que eu chegasse à presidência da Câmara”, contou.
Desmistificando a ‘Família Aro’
A expressão “Família Aro” foi criada por um ex-presidente da Câmara e passou a ser utilizada de forma a caracterizar um grupo que monopoliza decisões e as impõe aos demais vereadores. Lopes, por sua vez, vê essa interpretação como uma distorção da realidade. “Não é um grupo que decide de forma autoritária. As decisões são construídas em conjunto, com espaço para debates e divergências. Não existe unanimidade em todas as questões”, esclareceu.
O presidente também discorreu sobre a lógica das decisões internas na Câmara. Quando surgem discordâncias, Lopes afirma que a decisão é guiada pela vontade da maioria. Os vereadores que se encontram em minoria aceitam os resultados da discussão e seguem a decisão coletiva. “Isso é parte de qualquer grupo político. Aqueles que não vencem no debate compreendem a situação e se alinham à maioria”, explicou.
Um Grupo Heterogêneo em Prol de Belo Horizonte
Juliano Lopes expressa orgulho em pertencer a esse agrupamento político, que ele descreve como complexo e heterogêneo, reunindo diferentes visões, mas com um objetivo comum: o bem-estar de Belo Horizonte. “É um grupo que busca o que é melhor para a cidade”, destacou.
À medida que a gestão avança, Lopes demonstra um compromisso firme em alinhar os interesses da Câmara com as demandas da população, promovendo um diálogo produtivo entre os vereadores. Seu foco é garantir que a Câmara Municipal continue a ser um espaço de debate aberto e inclusivo, onde todas as vozes possam ser ouvidas e respeitadas.
