Avaliações do Enamed: O ‘Céu’ e o ‘Inferno’ da Medicina em Minas Gerais
Minas Gerais abriga 16 cursos de medicina que figuram nos extremos da classificação do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), divulgado recentemente pelo Ministério da Educação (MEC). O exame avaliou a proficiência dos alunos, e os resultados foram alarmantes: dez instituições receberam notas 1 ou 2, consideradas insatisfatórias e passíveis de punições. Em contrapartida, seis cursos alcançaram a nota máxima de 5, destacando-se na formação médica no estado.
Os Desempenhos Insatisfatórios: ‘Inferno’ da Medicina
Entre os cursos que ficaram abaixo das expectativas, destacam-se:
- Universidade Presidente Antonio Carlos (Unipac) – Juiz de Fora – Nota 1
- Faculdade de Saúde e Ecologia Humana (Faseh) – Vespasiano – Nota 1
- Universidade de Itaúna (UI) – Itaúna – Nota 2
- Universidade do Vale do Rio Doce (Univale) – Governador Valadares – Nota 2
- Centro Universitário Faminas (Uni Faminas) – Muriaé – Nota 2
- Centro Universitário Unifacig – Manhuaçu – Nota 2
- Faculdade de Minas Belo Horizonte (Faminas) – Belo Horizonte – Nota 2
- Centro Universitário Vértice (Univertix) – Matipó – Nota 2
- Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga (Fadip) – Ponte Nova – Nota 2
- Faculdade de Medicina de Barbacena (Fame) – Barbacena – Nota 2
A situação desses cursos é preocupante e pode resultar em punições, que variam desde a suspensão de novos ingressantes até a proibição de aumento de vagas. Nesses casos, o MEC impõe sanções gradativas, sendo que apenas um total de oito instituições pode enfrentar as medidas mais severas.
Os Destaques: ‘Céu’ da Medicina
Por outro lado, os cursos que obtiveram nota 5 no Enamed são verdadeiros exemplos de excelência na formação médica em Minas Gerais:
- Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) – Ouro Preto
- Universidade Federal de Viçosa (UFV) – Viçosa
- Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – Uberlândia
- Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) – Montes Claros
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte
- Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Juiz de Fora
- Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Governador Valadares
Com a aplicação do Enamed pela primeira vez, as instituições têm um prazo de 30 dias para apresentar suas defesas a fim de justificar os resultados antes de enfrentarem processos administrativos e possíveis sanções.
Debates e Polêmicas sobre a Prova
A implementação do Eamed gerou controvérsias no setor educacional, sendo inclusive questionada judicialmente. A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) buscou impedir a divulgação dos resultados, mas a Justiça não acolheu o pedido. Entre os argumentos da Anup, estava a crítica ao tempo disponível para a preparação dos estudantes, já que o Enamed foi lançado pelo MEC em abril de 2025 e aplicado em outubro do mesmo ano.
Além de contestar a aplicação do exame, a Anup também levantou questões sobre as punições que as universidades poderiam sofrer devido a notas baixas, o que poderia acarretar danos à reputação dessas instituições. O juiz Rafael Leite Paulo, do Distrito Federal, decidiu que a divulgação dos dados era de interesse público e, portanto, não causaria prejuízos.
Ao todo, mais de 89 mil candidatos se inscreveram para o exame, dos quais 39 mil eram concluintes do curso. Em uma análise geral, 75% dos participantes conseguiram ao menos a nota 3, demonstrando um desempenho razoável em comparação com os critérios estabelecidos.
