Risco Hidrológico nas Regiões do Brasil
Nesta terça-feira, dia 20 de janeiro de 2026, o Brasil enfrenta um cenário preocupante em relação aos riscos geo-hidrológicos, que podem afetar diversas regiões do país. O relatório mostra detalhes sobre a possibilidade de eventos como inundações e deslizamentos, que requerem atenção das autoridades e da população.
Região Norte: Acre e Amazonas
No que diz respeito à Região Norte, especialmente os estados do Acre e Amazonas, a situação é alarmante. A possibilidade de inundação gradual nas áreas ribeirinhas do Rio Acre e de seus afluentes é considerada ALTA. Em localidades como Rio Branco, os níveis das águas já ultrapassaram a cota de alerta, gerando preocupação nas comunidades próximas. Os especialistas apontam que este cenário é resultado da propagação da onda de cheia, impactando significativamente a Região Geográfica Intermediária de Rio Branco.
Por outro lado, a avaliação de risco MODERADO se aplica às áreas ribeirinhas nas Regiões Geográficas Intermediárias de Cruzeiro do Sul e Tefé, onde a possibilidade de inundação decorre do extravasamento de rios e igarapés. A previsão de chuvas bem distribuídas na região contribui para o agravamento da situação.
Região Sudeste: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo
Na Região Sudeste, os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo também enfrentam um quadro de risco elevado. Em cidades como Petrópolis e Cachoeiro do Itapemirim, as previsões indicam uma ALTA possibilidade de enxurradas, extravasamento de canais e alagamentos. A condição é agravada pela previsão de pancadas de chuva persistentes, que podem trazer altos índices de precipitação, principalmente nas áreas litorâneas do Espírito Santo, onde o coeficiente de maré elevado pode resultar em inundações em rios menores.
A possibilidade de ocorrências de enxurradas urbanas e alagamentos é classificada como MODERADA em várias áreas, incluindo Juiz de Fora e Belo Horizonte, em Minas Gerais. A expectativa de chuvas fortes nos próximos dias pode gerar sérios problemas de drenagem nessas regiões. Similarmente, o litoral norte paulista, com a Região Geográfica Intermediária de São José dos Campos, também está sob risco, devido ao acúmulo de chuvas das últimas 48 horas.
Risco Geológico em Foco
Além dos riscos hidrológicos, a análise geológica não é menos alarmante. Na Região Sudeste, a probabilidade de ocorrência de eventos de movimento de massa é considerada ALTA em cidades como Petrópolis e Juiz de Fora. A alta suscetibilidade dessas áreas, aliada ao recente acúmulo de chuvas, pode desencadear deslizamentos, especialmente nas margens de rodovias e em encostas naturais.
O risco MODERADO também se estende a regiões como Volta Redonda e Campos dos Goytacazes, onde a previsão de chuvas intensas pode gerar deslizamentos pontuais. As autoridades locais devem estar em alerta, pois esses eventos podem ocorrer a qualquer momento, exigindo ações imediatas para garantir a segurança da população.
Ainda na mesma linha, a possibilidade de deslizamentos é MODERADA nas Regiões Geográficas Intermediárias de São Paulo e São José dos Campos, especialmente nas áreas litorâneas. A combinação de chuvas fracas a moderadas entre o dia 19 e a madrugada do dia 20 de janeiro, junto aos acumulados recentes, indica um risco significativo de deslizamentos em áreas urbanas e margens de rodovias.
Esses alertas reforçam a importância de uma monitorização constante da situação climática, bem como a necessidade de planejamento e medidas preventivas por parte das autoridades competentes para minimizar os impactos de possíveis desastres naturais.
