Caminhada em Defesa de Bolsonaro
Um grupo de manifestantes, sob a liderança do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), cruzou a fronteira entre Goiás e o Distrito Federal na tarde deste sábado (24). A previsão é que a mobilização, organizada pelo parlamentar, alcance a Praça do Cruzeiro em Brasília no domingo (25), onde apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) promoverão um ato de protesto contra as condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes.
Na última segunda-feira (19), Nikolas anunciou nas redes sociais a realização de uma caminhada de 240 km, em resposta às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio a Bolsonaro, que se encontra preso no Complexo da Papuda, em Brasília. A jornada teve início em Paracatu, Minas Gerais, e tem como objetivo final a capital federal.
O protesto, inicialmente silencioso, ganhou a adesão não apenas de outros parlamentares da direita, como os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), mas também de cidadãos que se uniram ao grupo na BR-040. Esta mobilização provocou congestionamento na rodovia federal ao longo de toda a semana.
Em contato com a Itatiaia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi questionada sobre os riscos associados à manifestação em áreas próximas à via de tráfego. A PRF informou que não havia recebido notificação oficial sobre o evento, o que inviabilizou um planejamento para garantir a segurança tanto dos manifestantes quanto dos motoristas.
Deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) solicitaram que a PRF tomasse medidas administrativas contra Nikolas Ferreira, argumentando que o deputado, ao promover e incentivar a caminhada, colocou muitas pessoas em risco. De acordo com relatos, em certos momentos, o grupo ocupou não apenas o acostamento da rodovia, mas também uma das faixas de rolamento.
No entanto, o deputado contestou as afirmações da PRF, assegurando que, no mesmo dia em que saiu de Paracatu, enviou ofícios tanto à corporação quanto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) notificando sobre o percurso da caminhada. Essa situação evidencia a tensão existente entre as autoridades e os organizadores do protesto, que se tornam cada vez mais comuns em um cenário político polarizado.
À medida que a manifestação se aproxima de seu ponto culminante, a expectativa aumenta entre os organizadores e apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. Para muitos, essa caminhada representa não apenas uma defesa de um líder político, mas também um movimento de resistência contra o que consideram ser injustiças do sistema judicial brasileiro.
