Incidente Preocupa a Comunidade e Autoridades
No último domingo (25), um dique da mineradora Vale rompeu na região Central de Minas Gerais, especificamente na divisa entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, que está a aproximadamente 95 quilômetros da capital estadual, Belo Horizonte. Segundo informações oficiais, até o momento não há registro de feridos.
A Defesa Civil informou que o rompimento teve origem em um dique do complexo minerário Fábrica, que abriga as barragens Forquilha I, II, III, IV e V. Imediatamente, equipes da Defesa Civil de Congonhas e representantes técnicos da Vale foram acionados para monitorar a situação no local.
Alagamento em Áreas da CSN
O extravasamento de água e sedimentos alcançou áreas próximas à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), resultando em alagamentos em algumas instalações da empresa. A CSN divulgou um comunicado informando que as partes afetadas incluem o almoxarifado, áreas de acesso, oficinas mecânicas e locais de embarque, embora tenha ressaltado que todas as estruturas de contenção de sedimentos estão em funcionamento normal.
A CSN Mineração também enfatizou que está acompanhando a situação de perto e que as autoridades competentes já foram informadas sobre o incidente. A empresa afirma que a segurança das operações e da comunidade permanece como prioridade.
Repercussão do Rompimento
Vale lembrar que o rompimento do dique ocorre exatamente sete anos após a tragédia de Brumadinho, que resultou na perda de 272 vidas devido ao colapso da barragem da Mina Córrego do Feijão, um evento considerado um dos mais devastadores da história socioambiental brasileira, com sérios impactos nas comunidades locais e no rio Paraopeba.
Em resposta ao incidente, a Vale emitiu uma nota afirmando que o evento não está relacionado às suas barragens na região, as quais permanecem estáveis e recebem monitoramento contínuo. A mineradora também informou que comunicou os órgãos competentes e que está investigando as causas do rompimento.
Na declaração, a Vale explicou: “Na madrugada deste domingo (25), ocorreu o extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo atingiu algumas áreas de uma empresa na região. Não houve impactos diretos sobre pessoas ou a comunidade local.”
A empresa reitera que está dando prioridade à proteção das pessoas, comunidades e do meio ambiente, além de informar que as causas do extravasamento estão em investigação. A Vale reforça sua posição de que o incidente não tem relação com suas barragens, que são monitoradas diariamente.
