Reconhecendo os Sinais do Envelhecimento em Cães e Gatos
A fase sênior dos pets é um momento crucial que demanda atenção e cuidados especiais de tutores. De acordo com a American Animal Hospital Association (AAHA), a idade em que cães e gatos são classificados como idosos varia conforme a espécie e o porte. Para cães de raças pequenas e médias, essa transição ocorre entre 9 e 12 anos. Por outro lado, os cães de raças grandes e gigantes são considerados idosos desde os 6 ou 7 anos. Já os gatos, em geral, entram na fase geriátrica a partir dos 10 anos.
Os sinais de que nosso amigo de quatro patas está envelhecendo podem ser sutis, mas devem ser observados com atenção. Os tutores costumam notar uma diminuição na disposição para brincadeiras e passeios, além de um aumento do tempo que o pet passa dormindo. Outros indicativos incluem dificuldades para se levantar, mudanças nos padrões de apetite e um aumento da sede. Nos gatos, é comum que haja uma redução na frequência de higienização da pelagem, o que pode ser um sinal de que eles estão enfrentando dificuldades em se mover.
Uma vez que o pet entra na fase sênior, é vital intensificar o acompanhamento veterinário. A recomendação é realizar check-ups a cada seis meses, ou conforme a orientação do profissional responsável, para garantir a detecção precoce de doenças crônicas. Essas condições muitas vezes evoluem de forma silenciosa, e um diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença na qualidade de vida do animal.
Legislação e Inclusão Social: Fibromialgia como Condição de Deficiência
Enquanto isso, no Brasil, a inclusão social de pessoas com condições específicas também está ganhando destaque. A fibromialgia, uma condição que afeta milhões de brasileiros, foi reconhecida oficialmente como condição de deficiência pela Lei nº 15.176/2025. Essa legislação, que entra em vigor este mês, é um marco importante para a promoção de direitos e garantias às pessoas que convivem com a síndrome.
Classificada como uma síndrome neurossensorial complexa, a fibromialgia provoca dor musculoesquelética difusa, fadiga persistente, sono não reparador e alterações cognitivas. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 6 milhões de brasileiros sofrem com essa condição, sendo que a maioria são mulheres. O reconhecimento da fibromialgia como uma condição de deficiência é um avanço significativo, pois garante acesso a direitos como cotas para emprego, isenções fiscais e facilidades para aposentadoria.
A nova legislação não apenas amplia o debate sobre inclusão e acessibilidade, mas também busca o reconhecimento social da dor crônica, um aspecto frequentemente negligenciado. Essa medida é uma oportunidade para que a sociedade amplie sua compreensão sobre as dificuldades enfrentadas por quem convive com a fibromialgia, promovendo um ambiente mais inclusivo e acolhedor.
