Avaliação do Preço do Gás de Cozinha
O preço médio do gás de cozinha na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) sofreu um aumento significativo de quase 5% no último ano. Segundo uma pesquisa feita pelo site Mercado Mineiro em parceria com o aplicativo comOferta, as diferenças nos valores cobrados pelos estabelecimentos analisados chegaram a impressionantes 94% neste mês.
A variação observada no valor médio do botijão de 13 kg, entregue diretamente no bairro, foi de 4,87% entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano, elevando o preço de R$ 118,54 para R$ 124,32. No caso do botijão vendido na portaria, o aumento foi de 4%, passando de R$ 105,45 para R$ 109,67.
Além disso, o cilindro de 45 kg retirado no estabelecimento também apresentou um aumento, registrando 4,83% de alta em um ano, subindo de R$ 427,46 para R$ 448,12. Já o cilindro entregue em casa teve um aumento mais modesto, de 2,44%, com preços que passaram de R$ 460,32 para R$ 471,54.
Custos dos Botijões Vazios
O preço do botijão de 13 kg vazio também não ficou imune às oscilações, com uma leve alta, passando de R$ 200,50 para R$ 201,59, uma variação de 0,54% ao longo do ano.
Feliciano Abreu, coordenador do site Mercado Mineiro, comentou que os aumentos observados não foram tão expressivos. Segundo ele, o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) implementado recentemente ainda não impactou diretamente o consumidor final. “Isso se deve, em grande parte, à competição acirrada no setor e a um mercado enfraquecido. Assim, muitos revendedores optam por não repassar o aumento do ICMS”, esclareceu.
Análise Comparativa com o Passado
Uma análise realizada entre 19 e 23 de janeiro, que contemplou 91 estabelecimentos na RMBH, também trouxe à tona a comparação de preços com setembro do ano passado, revelando uma maior estabilidade no mercado. O botijão vendido na portaria, que custava R$ 109,25 em setembro, teve um leve aumento de 0,38%, enquanto o botijão entregue no bairro subiu apenas 0,32%, de R$ 123,92 para R$ 124,32.
Curiosamente, o cilindro entregue no bairro foi o único a registrar uma queda, de 0,59%, reduzindo de R$ 474,32 para R$ 471,54. Por outro lado, o cilindro vendido na portaria teve um aumento mínimo de 0,06%, subindo de R$ 447,84 para R$ 448,12.
O estudo também revela que o botijão vazio teve um pequeno aumento no preço médio, passando de R$ 201,16 para R$ 201,59, o que corresponde a uma variação de 0,21% entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.
A Importância da Comparação de Preços
A pesquisa destaca a relevância de o consumidor realizar pesquisas de preços de forma frequente, a fim de incentivar a concorrência entre os estabelecimentos e, assim, auxiliar na redução dos preços. A variação de preços entre os diferentes fornecedores da RMBH é bastante expressiva, conforme demonstrado pela pesquisa. O botijão vendido na portaria, por exemplo, teve preços que variaram entre R$ 94,99 e R$ 185, uma diferença impressionante de 94,76%.
O botijão de 13 kg, entregue no próprio bairro, apresentou uma variação de 68,18%, com preços que foram de R$ 110 a R$ 185. Já o botijão vazio mostrou uma variação de 21,05%, com valores entre R$ 190 e R$ 230. Por fim, o cilindro de 45 kg entregue no bairro variou entre R$ 399 e R$ 735, representando uma diferença de 84,21%. O cilindro comercializado na portaria também teve variação significativa de 84,71%, com preços entre R$ 400 e R$ 735.
