MDB e a Busca por Autonomia
Na noite desta segunda-feira, o diretório estadual do MDB de Santa Catarina se reuniu no Hotel Castelmar, em Florianópolis, e decidiu, por unanimidade, que seus filiados devem se desvincular do governo de Jorginho Mello (PL). O objetivo é começar a construção de um projeto próprio visando as eleições para o Governo do Estado em 2026. Essa movimentação política segue a confirmação de que o governador optou pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como pré-candidato a vice-governador, posição que era disputada pelo deputado Carlos Chiodini.
A oficialização dessa ‘independência’ foi divulgada em uma nota, onde o partido orientou seus filiados a se afastarem das funções que ocupam na administração estadual. Embora a palavra ‘orienta’ tenha sido escolhida, o comunicado não impôs prazos ou a obrigatoriedade de entrega dos cargos, deixando uma margem de manobra para os filiados.
Diálogo e Alianças para o Futuro
Além de buscar uma candidatura própria, a resolução do MDB também abre espaço para diálogo com outras legendas, visando formar alianças para o pleito de 2026. Apesar do afastamento do Executivo, a nota enfatiza que a bancada do MDB na Assembleia Legislativa continuará apoiando projetos que sejam do interesse do Estado, mantendo a ‘responsabilidade institucional’, independentemente da posição eleitoral que adotarem.
Carlos Chiodini, antes da reunião, já havia comunicado ao governador sua decisão de deixar a Secretaria de Agricultura para reassumir seu cargo como deputado federal. O partido ainda conta com o deputado federal licenciado Jerry Comper, que ocupa a Secretaria de Infraestrutura, mas não esteve presente na reunião. Outros filiados, como o suplente de deputado estadual Cleiton Fossá, que está na pasta de Meio Ambiente e Economia Verde, e Jeferson Ramos Batista, que comanda a Fesporte por indicação do deputado estadual Fernando Krelling, também não participaram do encontro.
Perspectivas para o Futuro Político
A decisão do MDB reflete um movimento em direção à renovação e ao fortalecimento do partido em Santa Catarina, buscando autonomia em suas decisões e preparando-se para os desafios das próximas eleições. A estratégia de desvinculação do governo tem o potencial de reestruturar as relações políticas no estado e abrir novas possibilidades para coligações que podem impactar diretamente o cenário político local.
