Miura se mantém ativo no futebol profissional
Aos 58 anos, Kazuyoshi Miura continua a surpreender o mundo do futebol ao iniciar mais uma temporada em campo, ampliando seu recorde como o jogador profissional mais velho do planeta. Recentemente, o atacante japonês foi apresentado como novo reforço do Fukushima United, clube que compete na terceira divisão do Campeonato Japonês, com um contrato válido por seis meses.
Com esse novo vínculo, Miura não apenas mantém sua carreira ativa, mas também se destaca por ser uma figura emblemática no cenário esportivo internacional. O início da temporada nacional, conforme o calendário do futebol no Japão, ocorre no primeiro trimestre do ano, e o jogador declarou que sua principal ambição é estar sempre pronto para contribuir com a equipe.
Expectativas para a nova temporada
Durante sua apresentação no Fukushima United, Miura adotou um tom cauteloso ao comentar sobre suas expectativas pessoais. Ao invés de estabelecer metas numéricas, o atleta expressou seu desejo de impactar o jogo quando for chamado.
“É complicado definir uma meta específica, mas de fato quero marcar e criar gols”, afirmou Miura. “Meu objetivo é driblar pela ala esquerda e realizar cruzamentos precisos”, completou, demonstrando que mesmo aos 58 anos, seu espírito competitivo continua vivo.
O jogador também optou por não considerar esse novo contrato como um passo em direção ao fim de sua carreira. “Apenas quero estar em campo, mesmo que seja por um minuto ou um segundo”, declarou, reforçando sua paixão pela modalidade.
Retorno ao cenário japonês após um tempo fora das divisões principais
O acordo com o Fukushima United marca o retorno de Miura a uma equipe da J3 League, após um período em que não atuou nas três principais divisões do futebol japonês. Até o momento, o clube não revelou expectativas específicas sobre como será utilizado ao longo da temporada, deixando a decisão nas mãos da comissão técnica.
Trajetória profissional e passos no Brasil
Antes de se tornar uma lenda no Japão, Miura teve sua formação no Brasil, onde chegou ainda adolescente. Com apenas 15 anos, ele se estabeleceu no futsal do Juventus, em São Paulo, antes de estrear como jogador profissional.
Em 1986, Miura assinou contrato com o Santos, um dos clubes mais tradicionais do país. Esse capítulo em sua carreira foi fundamental, tornando-se uma referência como o ex-“menino da Vila” em várias reportagens. Em entrevista ao site da FIFA, ele comentou sobre a experiência: “Meu senso de profissionalismo e minha atitude em relação aos treinos foram moldados no Brasil. Eu precisava ir para lá”, revelou.
Atuação pela seleção japonesa e legado
O retorno ao Japão no início dos anos 1990 coincidiu com a profissionalização do futebol no país. Miura se tornou um dos principais atacantes da seleção japonesa, acumulando 55 gols em 89 partidas. Porém, ficou de fora da convocação para a Copa do Mundo de 1998, uma decisão que gerou polêmica na época.
Além de sua trajetória no Japão, Miura também teve passagens por clubes europeus, que ajudaram a ampliar seu histórico profissional. No entanto, a maior parte de sua carreira foi forjada em solo japonês, onde se manteve ativo por várias décadas.
A longevidade e os desafios do futebol atual
A continuidade de Miura no futebol profissional é notável e desperta interesse, especialmente pelo tempo que ele permanece em atividade. Manter-se como atleta ativo exige rotinas rigorosas de treinamento e adaptação física para competir em alto nível.
Embora o clube não tenha divulgado detalhes sobre o planejamento específico para o atleta, especialistas em preparação física destacam a importância de fatores como controle de carga e recuperação. Nos últimos anos, a presença de Miura em elencos profissionais passou a ser acompanhada com curiosidade, principalmente pelo aspecto estatístico relacionado à idade.
Em declarações públicas, Miura mantém um foco pragmático, sempre ponderando sua vontade de contribuir em campo sempre que necessário. A utilização do atacante na temporada dependerá das circunstâncias das partidas e das decisões da comissão técnica. O futuro permanece incerto, com a possibilidade de renovação do contrato após seu encerramento.
