Scarpa em Xeque: Mudanças no Atlético-MG
O Atlético-MG está passando por um momento de reavaliação de seu elenco para a temporada de 2026. Nesse contexto, Gustavo Scarpa, recentemente contratado por aproximadamente R$ 30 milhões junto ao Nottingham Forest, viu sua situação dentro do clube mudar drasticamente. Considerado uma ‘solução’ no início, o meia se tornou uma possível ‘moeda de troca’ em meio a sondagens do futebol do Oriente Médio.
A diretoria alvinegra, que até então blindava o atleta, agora admite ouvir propostas. O principal objetivo é claro: equilibrar as finanças do clube e ajustar o grupo às exigências táticas do treinador Jorge Sampaoli. Este, por sua vez, exige uma intensidade que Scarpa, por razões que discutiremos a seguir, tem encontrado dificuldades para demonstrar.
A Situação Curiosa de Scarpa no Time
Embora o panorama seja preocupante para Gustavo Scarpa, é importante ressaltar que ele não é um jogador improdutivo. Na verdade, ele foi o líder de assistências do Atlético-MG em 2025, contabilizando 13 passes para gol. O problema, segundo diagnóstico do próprio Sampaoli, reside no sistema de jogo adotado. O treinador argentino destacou que o meia apresenta um desempenho admirável com a bola, mas deixa a desejar nas ações defensivas, algo que ele considera fundamental.
Nas últimas oito partidas, Scarpa foi titular em apenas uma, tornando-se uma opção para os segundos tempos. Esse cenário levanta a questão: como um jogador tão talentoso se torna um mero coadjuvante em um time?
Sondagens e Perspectivas Financeiras
A situação de Gustavo Scarpa não é nova. Em 2025, o Atlético-MG já havia recusado uma proposta do Al Taawoun, da Arábia Saudita, pois o valor oferecido foi considerado baixo. Com a desvalorização do jogador, especialmente por sua reserva atual, o cenário mudou e a diretoria considera novas ofertas mais favoráveis.
O contrato de Scarpa vai até 2027, o que proporciona ao Atlético uma segurança jurídica. Contudo, a realidade é que manter um jogador custoso no banco é um prejuízo para o clube. Assim, se uma nova proposta atraente do Oriente Médio surgir, que recupere ao menos parte do investimento inicial, a negociação poderá avançar rapidamente. Para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), vender Scarpa pode ser a solução financeira necessária para adquirir jogadores que se encaixem melhor no estilo de jogo “elétrico” promovido por Sampaoli.
O Dilema do Atlético-MG: Gestão Técnica ou Patrimonial?
O Atlético vive um dilema clássico que envolve a gestão técnica e a conservação do patrimônio. Gustavo Scarpa é um talento indiscutível, capaz de decidir jogos com um passe preciso ou um chute de fora da área. No entanto, o modelo de jogo exigido por Sampaoli não permite espaço para jogadores que não apresentem a intensidade desejada — a filosofia é clara: quem não corre e marca, não joga, independentemente do seu salário.
Portanto, a possibilidade de vender Scarpa para um clube do Oriente Médio pode ser encarada como uma saída honrosa e financeiramente viável para uma parceria que não se firmou como esperado nos gramados. Entretanto, o risco envolve a longa e desafiadora temporada do Brasileirão, onde abrir mão de um jogador que detém a habilidade do “último passe” em favor de um elenco que prioriza apenas a força física pode custar pontos valiosos ao clube.
