Investigação Revela Histórico Alarmante de Violência
No último sábado (31), a Polícia Militar prendeu em flagrante um homem de 22 anos em Belo Horizonte, suspeito de maus-tratos que culminaram na trágica morte de seu filho, um bebê de apenas um ano. A criança chegou à UPA Oeste com lesões graves na cabeça e no pescoço. Apesar das tentativas da equipe médica de reanimá-la, a morte foi confirmada na unidade de saúde.
O caso ganhou contornos criminais quando os profissionais de saúde perceberam que as feridas apresentadas pelo bebê não correspondiam às explicações dadas pela família. Segundo o boletim de ocorrência, o pai forneceu relatos contraditórios: primeiro, ele alegou que a criança teria caído da cama enquanto ambos dormiam. Ao ser questionado pela médica sobre a gravidade das lesões, ele alterou sua versão, afirmando que o filho teria escorregado de seus braços durante uma tentativa de acalmá-lo.
A investigação inicial revelou um cenário alarmante, com evidências de violência recorrente. Relatos de profissionais de saúde indicam que a criança tinha um histórico preocupante, tendo sido internada cinco vezes apenas em 2025 por traumas, nos meses de abril, maio, junho, julho e novembro. Uma dessas internações foi especialmente grave, resultando em um quadro de hidrocefalia.
Perícia e Laudo Médico
A perícia da Polícia Civil foi acionada para investigar a residência da família em busca de evidências que possam explicar melhor as circunstâncias do ocorrido. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde um laudo detalhado deve esclarecer a causa exata da morte.
A mãe da criança, que estava na casa da sogra no momento do incidente, relatou que recebeu uma ligação do companheiro informando sobre a suposta queda, mas afirmou que não tinha noção da gravidade da situação até chegar à unidade de saúde. Diante das inconsistências nos relatos e do histórico prévio de traumas, o pai foi preso e levado à delegacia.
Esse caso destaca a importância da vigilância e do cuidado nas relações familiares, especialmente quando há sinais de violência. A proteção das crianças deve ser uma prioridade em qualquer sociedade, e situações como essa exigem resposta rápida e eficaz das autoridades para prevenir futuros abusos e garantir o bem-estar infantil.
