Mudanças nos Programas de Fidelidade Revelam Preferência por Recompensas em Dinheiro
O comportamento dos consumidores brasileiros em relação aos programas de fidelidade bancária está passando por uma transformação significativa. Levantamentos recentes, como os realizados pela TSI, indicam que, apesar do acúmulo de pontos ainda ser bastante comum, a percepção de valor está mudando em direção aos programas de cashback, que oferecem recompensas em dinheiro direto.
De acordo com pesquisas de mercado da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF), a transparência e a facilidade de uso dos benefícios são os principais fatores que impulsionam essa mudança. Isso é especialmente relevante em um contexto onde as regras de expiração de pontos e as complexidades nas taxas de conversão de milhas têm dificultado a compreensão por parte dos consumidores.
A Ascensão da Liquidez nas Recompensas
A crescente demanda por benefícios de alta liquidez reflete um perfil de usuário que valoriza a previsibilidade financeira. Enquanto os modelos tradicionais de pontos muitas vezes atrelam o retorno ao cliente a variáveis externas, como a cotação de moedas estrangeiras, o cashback oferece um retorno fixo sobre o valor gasto em reais, tornando o ganho mais tangível e compreensível.
Essa evolução é evidente nas novas estratégias de produtos financeiros que visam investidores de alta renda. Rodrigo Teijeiro, CEO da RecargaPay, observa: ‘A lógica dos pontos frequentemente confunde o consumidor sobre o valor real do benefício, especialmente quando a base de cálculo é um dólar volátil.’ Com o lançamento do cartão Titan, a empresa se propõe a oferecer 2% de retorno direto sobre todas as transações. Segundo a análise da RecargaPay, um cartão que oferece 4 pontos por dólar apresenta um retorno proporcional de aproximadamente 1,45%, o que é inferior ao retorno fixo em reais.
Democratização dos Benefícios Premium através de Investimentos
Outro movimento significativo no setor é a substituição das exigências tradicionais, como a comprovação de renda elevada, por critérios que se baseiam na alocação de ativos. Um estudo de tendências para 2026 da MasterCard destaca que esse modelo abre as portas para que mais consumidores possam acessar benefícios exclusivos, como seguros internacionais e salas VIP, de forma mais rápida e acessível.
No caso do novo cartão Titan, o acesso aos benefícios da bandeira Mastercard Black está condicionado a um investimento mínimo de R$ 30 mil em CDBs. ‘O Titan foi criado para atender o consumidor que valoriza seus investimentos e busca benefícios reais. Investiu, acessou. Simples assim’, explica Teijeiro. Este modelo assegura que o limite de crédito seja equivalente ao montante aplicado, promovendo uma integração entre a rentabilidade do investimento e a praticidade do crédito diário.
Gestão de Benefícios e a Busca por Transparência
A eliminação das ‘letras miúdas’ e dos prazos de validade rigorosos tem se mostrado um diferencial competitivo neste cenário. Ao contrário das milhas, que frequentemente requerem acúmulos mínimos para transferência, o valor acumulado em novos sistemas de recompensa pode ser utilizado diretamente para abater faturas ou permanecer como saldo livre na conta do cliente. ‘Nossa proposta é devolver parte do valor gasto de forma direta e automática, sem asteriscos’, conclui Teijeiro.
