Josué Gomes da Silva como Alternativa do PT
Com a dificuldade do PT e de outras siglas de esquerda para encontrar um candidato viável ao Governo de Minas Gerais, o nome de Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, começou a ser avaliado como uma opção para a disputa. O empresário, que ocupa a presidência do grupo têxtil Coteminas, é natural de Ubá, cidade situada na Zona da Mata mineira. Além disso, Josué tem história política, tendo sido candidato ao Senado pelo MDB em 2014, onde obteve 40% dos votos, ficando em segundo lugar. Vale lembrar que, na ocasião, havia apenas uma vaga em disputa.
Fontes ligadas ao PT de Minas confirmaram à reportagem que a articulação em torno do nome de Josué tem avançado, embora isso não signifique que ele irá se filiar ao partido. Josué, ao ser contatado, comentou que “especulações neste momento são naturais” e ressaltou que Minas Gerais possui ótimas lideranças e nomes de peso.
Articulações e Apoios
A movimentação para considerar Josué como um candidato foi iniciada por Virgílio Guimarães, ex-deputado e um dos fundadores do PT, que possui proximidade com a família Alencar. Ele declarou que a menção ao nome de Josué é compreensível, mas destacou que até o momento não existem ações concretas por parte dele nesse sentido. “É uma pessoa que merece ser lembrada [nas articulações], acho natural. Mas é importante dizer que ele nunca tomou uma iniciativa em torno disso, não há nada de concreto, ainda mais da parte dele”, afirmou Guimarães, que atualmente é assessor do ministro Alexandre Silveira (PSD) na pasta de Minas e Energia.
Virgílio também indicou que o nome de Josué vem ganhando destaque por conta de duas conquistas relevantes: sua gestão na Fiesp, que se encerra em 2025, e a aprovação dos credores ao plano de recuperação judicial da Coteminas, que envolve uma reestruturação de dívidas de aproximadamente R$ 2 bilhões.
Pressões para a Escolha do Candidato
O PT enfrenta uma corrida para definir rapidamente um nome que possa representar o partido na disputa pelo governo estadual, visto que isso é crucial para garantir um palanque para a reeleição de Lula. O presidente já afirmou que seu candidato preferido seria o senador Rodrigo Pacheco (PSD), mas, diante dos sinais negativos do parlamentar nos últimos meses, os apoiadores de Lula têm buscado um plano B em Minas Gerais.
Dentre os nomes considerados, está Tadeu Leite (MDB), atual presidente da Assembleia Legislativa, que já declarou que não tem interesse em se candidatar a um cargo majoritário este ano. Outras possibilidades ventiladas incluem a reitora da UFMG, Sandra Goulart, o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, além da prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, que anunciou que permanecerá no seu cargo atual. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), também é mencionado, embora tenha enfrentado tensões com algumas lideranças locais após sua derrota nas eleições de 2022 para o atual governador Romeu Zema (Novo).
Cenário Político e Desdobramentos Futuros
A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que havia sido cogitada para concorrência ao Palácio Tiradentes, optou por se candidatar ao Senado em uma chapa que pode incluir o ministro Alexandre Silveira. Aliado de longa data de Lula, Silveira deve se desligar do PT, pois o PSD já incorporou o vice-governador Mateus Simões, que anunciará sua candidatura ao governo estadual. Além de Simões, o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), também é um pré-candidato declarado. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ainda não decidiu sobre sua participação na disputa.
