Tragédia no Retorno de um Show
No último sábado (21), um grupo de 15 pessoas que voltava de um show de pagode no Único Floating Bar, localizado em Rifaina (SP), viveu momentos de terror ao se envolver em um acidente de lancha no Rio Grande. O evento, que começou por volta de meio-dia e se estendeu até às 20h, resultou em uma tragédia que marcará as famílias das vítimas para sempre.
Em um comunicado divulgado neste domingo (22), o Único Floating Bar expressou sua solidariedade às vítimas e seus familiares, anunciando que não abriria suas portas naquele dia em respeito ao ocorrido. O bar é famoso por sua estrutura flutuante e por promover eventos musicais, sempre atrativos para quem busca diversão à beira do rio.
Segundo informações preliminares, a lancha, conduzida por Wesley Carlos da Costa, de 45 anos, colidiu contra um píer desprovido de sinalização e iluminação noturna durante a noite. Wesley também foi uma das vítimas fatais do acidente, e relatos de sobreviventes indicam que ele não possuía a habilitação necessária para operar a embarcação.
A Polícia Militar (PM) de Sacramento foi acionada e, ao chegar ao local, confirmou que Wesley, além de não ter habilitação, não estava apto a conduzir barcos daquele porte. As circunstâncias do acidente levaram à solicitação de uma investigação mais aprofundada pela Polícia Civil, que enviou uma equipe de perícia ao local para coletar evidências que auxiliarão nas apurações.
Impacto e Resgate das Vítimas
O impacto da colisão foi devastador, resultando em parte dos ocupantes sendo arremessados ao rio. A lancha virou, e algumas pessoas ficaram presas embaixo do casco. Tragicamente, seis pessoas morreram afogadas, incluindo um menino de apenas 4 anos e sua mãe, identificada como Viviane Aredes, que completaria 36 anos no dia do acidente.
Equipes de bombeiros e policiais chegaram rapidamente ao local, onde três corpos já haviam sido recuperados por testemunhas e pela Guarda Municipal de Rifaina. Outros três foram encontrados por um mergulhador amador, que se voluntariou para ajudar nas buscas. Enquanto alguns sobreviventes foram levados para atendimento médico, outros permaneceram no local sem ferimentos aparentes. De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas três das vítimas estavam usando coletes salva-vidas no momento do acidente.
Identificação das Vítimas e Procedimentos Legais
As seis vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Araxá para identificação. A Polícia Civil de Araxá, responsável pela região de Sacramento, acompanhou o processo de identificação ao longo da madrugada.
As vítimas foram identificadas como:
- Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira – 40 anos
- Marina Rodrigues Matias – 22 anos
- Wesley Carlos da Costa – 45 anos
- Erica Fernanda Leal Lima – 40 anos
- Viviane Aparecida Aredes – 35 anos
- Bento Aredes Ferreira – 4 anos
Além da investigação da Polícia Civil, a Marinha do Brasil, através da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, também pediu esclarecimentos sobre o acidente. Uma equipe de peritos foi designada para coletar informações que irão embasar o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) que está em andamento. Este inquérito vai investigar as causas e circunstâncias do acidente, além de possíveis responsabilidades, com prazo inicial de 90 dias para conclusão.
O Resgate e as Consequências do Acidente
Conforme apurado, o resgate das vítimas foi realizado pelas equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Sacramento. Ao chegarem ao local, já não havia mais vítimas a serem resgatadas, e um trabalho de varredura subaquática foi feito para garantir que não houvesse desaparecidos. O resgate foi concluído às 4h30 da madrugada de domingo.
O acidente com a lancha deixa um luto profundo não apenas entre os familiares das vítimas, mas também na comunidade de Rifaina e cidades vizinhas, que se uniram em solidariedade em um momento tão doloroso. A tragédia ressalta a importância de cuidados redobrados em atividades de lazer na água, especialmente em relação à segurança e sinalização.
